ANO: 25 | Nº: 6357
09/12/2017 Cidade

Museu Dom Diogo envia fotografias para exposição no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

Fotos mostram Bagé durante Revolução de 1893
Fotos mostram Bagé durante Revolução de 1893

Um dos maiores centros culturais do Brasil, o Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, está recebendo a exposição “Conflitos”, que conta com fotografias pertencentes ao acervo do Museu Dom Diogo de Souza, mantido pela Fundação Attila Taborda (FAT/Urcamp). A mostra foi inaugurada no dia 25 de novembro e permanece aberta até 25 de fevereiro, com visitação de terça a domingo e nos feriados, das 11 as 20h.
A exposição utiliza fotos para contar a história dos conflitos políticos brasileiros, ocorridos entre os anos de 1889 e 1964. Entre as fotografias que compõem a mostra, estão seis imagens capturadas, em Bagé, pela lente do fotografo italiano José Greco, durante a Revolução Federalista, entre novembro de 1893 e janeiro de 1894.
Na época, a Rainha da Fronteira se encontrava sitiada pelos maragatos. A única resistência à invasão era um exército faminto, que sob o comando do coronel Carlos Telles, se estabeleceu na praça da Matriz, onde confrontou os invasores.
Conforme as gestoras do Museu Dom Diogo de Souza, Carmem Barros e Maria Luíza Pêgas, a exposição das fotografias em um centro cultural de tamanho renome representa uma conquista para a preservação da história de Bagé, que é um dos maiores compromissos da FAT/Urcamp. As fotos expostas foram escolhidas entre 25 exemplares sobre a Revolução de 1893 que fazem parte da fototeca do Museu. Segundo as dirigentes, após essa mostra, as imagens devem percorrer o País com a exposição itinerante e voltar para Bagé.   


Instituto Moreira Salles

O IMS é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo a preservação do patrimônio cultural brasileiro. O instituto foi fundado pelo diplomata e banqueiro Walther Moreira Salles, em 1992, com a criação de seu primeiro centro cultural, na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais. Atualmente, a instituição também tem sedes no Rio de Janeiro e São Paulo.
A organização tem importantes patrimônios em áreas como a música e a literatura, entretanto, se destaca com o acervo fotográfico, que cuida de aproximadamente dois milhões de imagens, dos mais importantes testemunhos do século 19 a relevantes coleções que abarcam quase todo o século 20. Entre as imagens estão obras de nomes como Marcel Gautherot, José Medeiros, Maureen Bisilliat, Thomaz Farkas, Hans Gunter Flieg e Otto Stupakoff.
O IMS também se notabiliza por promover exposições de artes plásticas de artistas brasileiros e estrangeiros.

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