ANO: 25 | Nº: 6330

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
11/12/2017 Caderno Minuano Saúde

Dezembro Laranja – Campanha nacional de prevenção do Câncer de Pele

Foto: Divulgação

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 “Se exponha, mas não se queime”, a Sociedade Brasileira de Dermatologia apresenta a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele 2017, Dezembro Laranja.

No mês em que se reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a entidade quer tornar a campanha ainda mais conhecida pela população e para isso faz um alerta especial  àqueles que se expõem constantemente aos raios solares em sua rotina profissional ou no dia a dia.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos surgem 176 mil casos de câncer da pele, o de maior incidência no País. Atenta a esse alto índice, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desenvolve, desde 2014, o movimento Dezembro Laranja, com a promoção de uma série de iniciativas de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, incluindo a importância da fotoproteção em suas diferentes formas para a redução dos riscos. Este ano, pela primeira vez, a campanha continua durante todo o verão, trazendo diferentes ações na internet, ruas, praias e parques.

Sob o slogan “Se exponha, mas não se queime”, pretende conscientizar e educar as pessoas sobre os riscos do câncer da pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção, lembrando que filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta. A mensagem visa atingir, sobretudo, quem trabalha sob o sol ou ao ar livre, bem como as pessoas em seu cotidiano profissional e em momentos de lazer.

Nesta edição, o médico dermatologista Paulo Machado dá dicas de cuidados com a pele, proteção solar e alerta sobre a doença.

 

 Cuidados, prevenção e tratamentos

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada á exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.

Apesar da incidência elevada, o câncer da pele não-melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos.

O médico dermatologista Paulo Machado salienta que, em nossa região é muito comum o surgimento dessas neoplasias, devido ao trabalho na zona rural. “Também à falta de cuidados, ao não uso de filtro solar e à exposição nos horários incorretos. Esse é o único câncer que pode ser prevenido”, destaca.

“A campanha foi lançada para orientar os trabalhadores que andam nas ruas, para que usem filtro solar, uma vez que, geralmente, com a correria do cotidiano são os pacientes de risco”, acrescenta Paulo Machado.

Fatores de risco

Compleição - O câncer de pele é mais comum em pessoas de pele, cabelos e olhos claros

Genética - Ter um histórico familiar de melanoma aumenta o risco de ocorrência desse câncer

Idade - O câncer de pele não melanoma é mais comum após os 40 anos

Exposição solar e queimadura do sol - A maior parte dos tipos de câncer de pele ocorrem em áreas da pele que estão regularmente expostas à luz solar ou a outra radiação ultravioleta, que é considerada a principal causa de todos os cânceres de pele. “Os homens sofrem mais, por trabalhar mais expostos e também por não se cuidarem, não usar protetor solar e chapéus. Hoje, a conscientização está maior, mas ainda falta”, comenta o especialista.

O câncer de pele pode surgir em qualquer pessoa, não apenas nas que tenham esses fatores de risco. Pessoas jovens e saudáveis - inclusive com pele, cabelos e olhos escuros.

Sintomas

O câncer de pele pode ter muitas aparências. Ele pode ser pequeno, brilhante, liso, escamoso e áspero, firme e avermelhado, com crosta ou sangramento, ou possuir outros aspectos. Portanto, qualquer suspeita deve ser examinada por um médico.

 

Machado dá dicas de como identificar:

Assimetria - Metade da área anormal da pele é diferente da outra metade

Bordas - Irregulares

Cor - Varia de uma área para outra com tonalidade bronzeada, marrom ou preta (às vezes branca, vermelha e azul)

Diâmetro - Geralmente (mas nem sempre) maior que seis milímetros de tamanho (o diâmetro de uma borracha de lápis).

Qualquer formação na pele com sangramento ou que não cicatrize

Use um espelho ou peça para alguém olhar suas costas, ombros e outras áreas difíceis de examinar

Qualquer pinta, lesão ou formação suspeita na pele deve ser examinada por um médico imediatamente. “Leve muito a sério quaisquer mudanças em uma pinta ou qualquer formação inesperada na pele”, enfatiza o dermatologista.

Tratamentos

Cada tipo de câncer de pele exige uma abordagem de tratamento diferente. A remoção cirúrgica do câncer é muito comum.

O médico salienta que o resultado depende de diversos fatores, inclusive do tipo e do estágio em que estava no momento em que foi diagnosticado. “O carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas raramente se espalham para outras partes do corpo. O melanoma, por outro lado, tem mais probabilidade de disseminação. O melhor tratamento ainda é o cirúrgico”, informa.

Prevenção

Reduza a exposição solar é a melhor maneira de evitar danos na pele, incluindo muitos tipos de câncer de pele.

 

Bronzeamento artificial aumenta risco

Alimentação adequada ajuda na prevenção

Faça exame anual, pois isso previne o aparecimento

Proteja a pele do sol sempre que puder; use chapéus, camisas de manga longa, saias longas ou calças.

Tente evitar a exposição ao sol entre as 10h e às 16h, quando o sol é mais forte

Use protetor solar com FPS mínimo de 30. Aplique o protetor pelo menos 30 minutos antes de se expor ao sol, reaplicando-o constantemente

 

 

 

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