ANO: 25 | Nº: 6234
11/12/2017 Cidade

Duas empresas encaminham processos para instalação no Distrito Industrial

Foto: Tiago Rolim de Moura

Estado está comercializando lotes
Estado está comercializando lotes

O Distrito Industrial de Bagé pode receber novos investidores. De acordo com o diretor do Departamento de Ações e Programas Especiais (Dape) da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Lucídio Ávila, duas empresas procuraram a pasta e apresentaram a carta para se instalar no local. Ele lembra que os espaços serão comercializados a R$ 19.408,11 o hectare, podendo a empresa interessada pagar 10% do investimento, parcelando o restante em até 30 vezes.
O Distrito conta com 67,5 hectares. Destes, 17,2 já estão ocupados por quatro empresas (Marfrig, Lactalis, Agropic e Curtume de Bagé), ocupando cerca de 25% da área. O diretor do Dape argumenta que após a entrega da carta consulta, os documentos passarão pelo Grupo de Análise Técnica da secretaria e será assinado um contrato preliminar de reserva de área. Após, a empresa tem oito meses para apresentar todos os projetos. O empreendedor terá dois anos depois da aprovação da proposta, pelo governo do Estado, para concluir a obra.
O diretor ainda informa que por quatro anos a empresa não poderá vender nem transferir sem a autorização do Estado. Segundo ele as áreas são geridas diretamente pela secretaria estadual e a Prefeitura de Bagé entra como parceira, facilitando e auxiliando para o encaminhamento das empresas ao departamento.


Expansão
A Prefeitura de Bagé busca alternativas para transformar o Distrito em uma zona regional de processamento de matéria-prima. O programa Empreende Bagé foi lançado pelo município em junho, visando incentivar e apoiar a instalação de novos empreendimentos. Inicialmente, a proposta teve a adesão de 31 empresas.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Bayard Paschoa Pereira, os empreendimentos são ligados a diversos ramos, como indústria moveleira, de azeite, glóbulos inertes, tecnologia da informação, mineradora, beneficiamento e transformação de produtos agrícolas (rações e grãos), artefatos de concreto, produtos de higiene e limpeza, cosméticos e produtos de beleza, equipamentos de energia solar e setor metal-mecânico.
Pereira informa que 10 empresas estão buscando documentação para apresentar ao governo do Estado. Além disso, o secretário ressalta que a prefeitura está articulando junto à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia a realização de obras de infraestrutura na área. “Queremos que sejam criados atrativos necessários para a ocupação”, salienta.


Estrutura
O Distrito Industrial foi criado no final da década de 1970 e permaneceu ocioso por longo tempo. Somente em 2007, quando Pereira foi vice-prefeito, foi implantado, na área, a Perdigão/Elegê, que foi transformada em BRF Foods, em 2012, e, em 2015, foi adquirida pela multinacional francesa Lactalis. Ele ressalta que a secretaria projeta ampliar o percentual da Indústria no Valor Agregado Bruto (VAB) e no Produto Interno Bruto (PIB), que hoje gira em torno de 13%.

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