ANO: 25 | Nº: 6356
11/12/2017 Segurança

Motor de ultraleve para e piloto faz pouso na avenida Padre Abílio

Foto: Antônio Rocha

Aparelho colidiu contra rede elétrica
Aparelho colidiu contra rede elétrica

O piloto de um ultraleve teve que fazer um pouso de emergência na avenida Padre Abílio Sponchiado, no bairro Estrela D'Alva, no final da tarde de sexta-feira. Luiz Antônio Benetti Barcelos, de 61 anos, relatou que andava com o aparelho sobre a cidade, em uma altura de 500 pés (152,4 metros de alturas), quando percebeu um problema no motor, que parou de funcionar. Com o risco de cair, ele optou por pousar em um espaço onde havia pouco fluxo de automóveis.
Uma das asas do ultraleve ficou danificada, assim como parte da rede elétrica pública e de uma casa. Outro homem, de 57 anos, também estava no avião. Ninguém ficou ferido. O piloto possui habilitação para conduzir a aeronave e realizou teste do bafômetro, que teve resultado negativo.
Kelly Jardim trafegava de carro pela avenida Padre Abílio Sponchiado em direção ao centro quando o piloto precisou descer a aeronave. Ela conta que ia no banco do carona, com seu pai, que conduzia o veículo. Na hora em que perceberam o ultraleve, o condutor freou para evitar que a aeronave caísse sobre o carro. Nenhum dos dois ficou machucado. Kelly diz que viu muitas pessoas se afastando da aeronave no momento do pouso, mas que não havia outros carros na hora do fato.
Após o pouso, o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) ficaram no local. A pista chegou a ser interrompida, mas na manhã de sábado o trânsito já havia sido normalizado.
O agente credenciado do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), Márcio Galvão Medeiros, explica que entrou em contato com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assim que soube do acidente. Como não houve vítimas e a aeronave se tratava de um modelo experimental – ou seja, ainda não passou por todos os testes -, a orientação dada foi de que o aparelho fosse recolhido. Também não há necessidade de perícia. Assim, o ultraleve está sob os cuidados do proprietário novamente.
Barcelos, que é piloto agrícola, tem 44 anos de experiência com aviação. Ele conta que comprou o ultraleve de outro proprietário, em São Paulo, com pouco uso. Até sexta-feira, a aeronave tinha pouco mais de 579 horas de voo. Ele relata que utiliza o veículo para lazer e, na ocasião, voava com um amigo. O piloto pensou primeiro em aterrissar no arroio (próximo à avenida). O local, porém, era perigoso. Ele tentou, então, procurar árvores para amortecer a queda. “Foi quando apareceu o começo da Padre Abílio”, relata. Barcelos diz que teve sorte, porque não haviam carros estacionados ou passando pelo local no momento do pouso. Os únicos automóveis mais próximos puderam frear a tempo para evitar a colisão. O piloto precisou descer primeiro uma das asas, para evitar cair em fios elétricos de alta tensão.

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