ANO: 25 | Nº: 6282
14/12/2017 Cidade

Curso de análise sensorial fomenta cultura do azeite de oliva na região

Foto: Antônio Rocha

Coutinho realiza pesquisas desde 2004
Coutinho realiza pesquisas desde 2004

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Embrapa Clima Temperado, a Universidade Federal da Ciência da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Azeites do Pampa e Universidade da Região da Campanha (Urcamp) realizaram, na noite de terça-feira, o curso de sensibilização sobre a qualidade do azeite de oliva. O evento foi realizado no Espaço Villa Toscana e contou com a participação de proprietários de restaurantes, formadores de opinião e apreciadores do produto.
De acordo com o engenheiro-agrônomo e auditor federal do Mapa, Ricardo Furtado, esta foi a quarta edição do curso em Bagé. Sua palestra iniciou com uma abordagem contando a história do azeite de oliva, os mitos e verdades sobre o produto.
O técnico da Embrapa Clima Temperado, Enilton Coutinho, que realiza pesquisas desde 2004, salientou os aspectos técnicos, pontos de maturação, relação com a qualidade do azeite e métodos de colheita. Coutinho disse que há 70 tipos diferentes de oliveira na região. Também enfatizou que no próximo ano serão apresentadas as primeiras variedades genuinamente brasileiras e uma delas produzida na região da Campanha. “Quando iniciamos as pesquisas, eram consumidos 150 mililitros por habitante ao ano. Agora o consumo é de cerca de 400 mililitros”, lembrou.
A professora do curso de gastronomia da UFCSPA, Isabel Casper, tratou sobre o uso do azeite na alimentação e a harmonização do produto com os pratos. A pesquisadora auxiliou na identificação do bom azeite e relatou que mais de 80% dos produtos disponíveis no mercado nacional não são extravirgens.
O professor e pesquisador da UFCSPA, Juliano Garavaglia, auxiliou na análise sensorial. Ele mostrou a diferença entre o extravirgem, virgem e lampante apresentando a qualificação de cada produto. “O lampante é um azeite de baixa qualidade, que não deve ser consumido por ter gosto ruim”, disse.
Conforme a engenheira-agrônoma e auditora fiscal agropecuária do Mapa, Rita Vaz de Souza, a cada edição o ministério busca parcerias para a realização do evento, que visa educar para o consumo do produto no Brasil. Devido ao aumento da produção, muitas empresas estão adulterando o azeite. A intenção é que a região inicie com um produto diferenciado e de qualidade.
De acordo com a coordenadora do curso de Agronomia da Urcamp, Eliana Valente Silveira, a universidade tem um hectare de oliveira plantado no campus rural. A plantação está no segundo ano e integra o projeto Olivais do Pampa. “Iremos beneficiar o produto na fábrica Azeites do Pampa. Terá o nome da universidade no rótulo”, adiantou.
No próximo ano, a universidade irá oferecer o curso Superior de Tecnologia em Gastronomia. O professor da Urcamp, Guilherme Cassão apresentou, durante o evento, um projeto sobre a avaliação físico, bioquímica e bioativa do fruto do bioma Pampa. Ele mostrou as potencialidades e como a oliveira irá contribuir para o desenvolvimento regional, para a universidade e a população.
Para a reitora da Urcamp, Lia Quintana, a parceria para a realização do curso é fundamental para o desenvolvimento local e também para apresentar os cursos da universidade. A instituição foi responsável pelo coffee break servido no evento.

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