ANO: 26 | Nº: 6543
15/12/2017 Editorial

Modelo positivo

Com a aprovação do Senado, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), só depende da sanção presidencial para estabelecer um novo momento, focado na revisão da matriz energética. O etanol e o biodiesel são exemplos de soluções tecnológicas, produzidas a partir do bagaço da cana-de-açúcar, capazes de reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Trunfos nacionais que merecem maior atenção.
A legislação foi elaborada a partir de um projeto do Ministério de Meio Ambiente, em parceria com o Ministério de Minas e Energia. O modelo a ser adotado promete contribui para que o Brasil cumpra compromissos firmados no Acordo de Paris. Também pode ser, por outro lado, um passo sem volta no caminho da eficiência energética, com potencial, inclusive, para transformar o país em uma potência internacional.
O mercado existe e é gigante, representando o segundo maior do planeta. Apenas no ano passado, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a produção total de etanol, no Brasil, foi de 28 bilhões de litros. Para aquecer o setor, o governo propõe a utilização de Crédito de Descarbonização de Biocombustíveis (CBIO), que será concedido de acordo com a proporção de energia produzida. A expectativa é a de que os créditos serão negociados na Bolsa de Valores, em uma forma de compensação. A expectativa é de que o modelo inaugure um novo período. É aguardar para ver.

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