ANO: 25 | Nº: 6309
18/12/2017 Cidade

Liderança estadual palestra sobre adoção tardia

Foto: Antônio Rocha

Rosi Prigol escuta relatos de pais recentes de crianças adotadas
Rosi Prigol escuta relatos de pais recentes de crianças adotadas

Adoção tardia e busca ativa foram os temas abordados na palestra ministrada por Rosi Prigol, presidente da ONG Instituto Amigos de Lucas, na tarde de sábado. Referência no Estado em assuntos relativos à adoção, Rosi é parceira do Grupo de Apoio à Adoção em Bagé (Gaab) e foi a palestrante principal do evento que encerrou as atividades deste ano do grupo. A palestra contou com parceria da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), que cedeu o espaço do teatrinho para o evento, e Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Além de presidir a organização não governamental desde 2009, Rosi é representante do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Porto Alegre. A palestrante também coordena o Apadrinhamento Afetivo no Estado desde 2002.

No encontro, diversos membros presentes relataram suas histórias pessoais de adoção e adaptação à nova vida com os filhos recém-chegados. Em seguida, Rosi começou seu relato, também abordando sua própria experiência com adoções, sendo que três de seus cinco filhos foram adotados.

Os âmbitos burocráticos da adoção também foram abordados por ela, que relatou a morosidade e as dificuldades. "Nosso papel é não deixar que o judiciário esqueça dos processos. Precisamos mostrar que estamos atentos e que vamos lutar para que as crianças tenham seus direitos aos lares garantidos", destacou.

Explicou a adoção tardia e afirmou que os pais que optam por adotar crianças mais velhas, acima de sete anos, têm que estar preparados para ser flexíveis. "Adotar tardiamente é entender todas as dores e tristezas que a criança traz consigo. Não vamos conseguir curar essas feridas, mas precisamos fazer o possível para minimizar essa dor e o reflexo dela na vida das crianças", comenta.

Um dos pontos mencionados por Rosi, que chamou a atenção do público, é a necessidade de efetivar o apadrinhamento de crianças em Bagé, em instituições como a Casa da Menina e a Casa do Guri. "O apadrinhamento geralmente resulta na adoção porque os adultos criam vínculos com as crianças e sentem a necessidade de estar mais perto delas", destaca.

Ao final da palestra, ela se comprometeu em elaborar um documento endereçado ao Ministério Público, destacando as necessidades e dificuldades de Bagé no âmbito da adoção.  

 

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