ANO: 25 | Nº: 6360

Luiz Fernando Mainardi

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Deputado Estadual
20/12/2017 Luiz Fernando Mainardi (Opinião)

Gestão de Temer e Sartori leva Brasil e Rio Grande para o buraco

Cada dia que passa, desde o golpe parlamentar que afastou a presidente legítima do Brasil, Dilma Rousseff, fica mais claro que o movimento que unificou as elites políticas e econômicas do país foi feito, na verdade, para aplicar um programa recessivo e de cortes nos investimentos públicos.
Na semana passada, um estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, demonstrou que no primeiro ano do golpe, entre junho de 2016 e junho de 2017, o investimento público alcançou o menor nível desde 1995, chegando ao valor de R$ 127, 2 bilhões, o que significa apenas 2% do PIB.
Para se ter uma ideia da diferença, em 2014, quando se alcançou o auge da ação governamental no país, alcançamos R$ 228 bilhões em investimentos. Segundo a IFI, se considerado o efeito da inflação, o retrocesso é ainda maior. Corrigidos pelo IPCA, os investimentos públicos caíram mais do que a metade entre 2014 e 2017, de R$ 276 bilhões para R$ 127,2 bilhões.
Mesmo com esse enorme corte, com as respectivas consequências para a economia do país, a mesma Instituição aponta que a situação fiscal do governo permanece “ameaçadora”, mantendo déficits fortíssimos no resultado das contas públicas, alcançando um déficit de 9,2% do PIB, e com o avanço da dívida bruta em relação ao PIB, alcançando 74,4% do PIB.
No Rio Grande do Sul o fenômeno se repete porque o governo Sartori teima em sugerir cortes em políticas públicas e venda do patrimônio como solução para os problemas do estado, quando sabemos que essas medidas, ao contrário do que sustenta o governo, tende a diminuir o crescimento, sem, entretanto, resolver o problema fiscal, que é estrutural e não eventual ou conjuntural.
O Regime de Recuperação Fiscal associa o Rio Grande do Sul à aventura golpista, que sustenta a diminuição permanente dos investimentos públicos e o desmonte do Estado. O problema que os peemedebistas, de Brasília e de Porto Alegre, tentam esconder ou simplesmente não respondem, é que o resultado desta política é a falta de saúde, a diminuição da qualidade do ensino e a verdadeira tragédia que é a falta de segurança que estamos vivendo.
Em Bagé, a 20ª morte violenta do ano é uma prova incontestável de que continuamos vivendo uma crise sem precedente na área da segurança pública. E isso é resultado de uma soma de fatores, as principais causadas por esta política que associa Temer e Sartori, cujo resultado é, por um lado, a ampliação da crise econômica, a exclusão social e a marginalização de uma parte grande da população que vinha sendo incluída no mercado de trabalho, e por outro, a diminuição dos investimentos do poder público para a proteção dos cidadãos, com cortes e atraso nos salários dos brigadianos e policiais.
Superar esta situação é fundamental para que o nosso país e o nosso estado voltem a crescer e a enfrentar os problemas que afligem a sociedade. Espero, sinceramente, que o povo brasileiro e gaúcho tenham consciência desta necessidade.

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