ANO: 25 | Nº: 6384
23/12/2017 Editorial

Fora do páreo

O ano foi desastroso para o setor carbonífero. Iniciando com o desligamento de unidades do complexo administrado pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), em Candiota, 2017 encerra sem viabilizar nenhuma planta nova. O futuro das usinas termoelétricas a carvão, decidido nos leilões de energia, depende de uma articulação que parece distante da realidade.
O Brasil não tem uma política clara para o desenvolvimento das térmicas. O Rio Grande do Sul avançou, este ano, com a criação dos polos carboquímicos. Uma destas estruturas administrativas, aliás, contempla a região. Embora queira privatizar a Companhia Riograndense de Mineração (CRM), o Palácio Piratini ainda é mais claro do que o Planalto na indicação do que projeta para o mineral.
Brasília ainda não tem posições claras. À medida que vislumbra a perspectiva de modernização de termoelétricas antigas, privilegiando a adoção de sistemas que minimizem a emissão de gases que provocam o efeito estufa, o governo federal fecha as torneiras para os investimentos. A ausência da disponibilidade de linhas de crédito específicas, aliás, inviabilizou as comercializações no leilão A-6.
Mais do que incluir a oferta nos próximos certames para comercialização de energia, o Planalto precisa rever posições do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deixou de fomentar projetos do setor. Sem a garantia de que os empreendedores podem contar com o apoio institucional, firmado dentro de um planejamento estratégico, é difícil vislumbrar um cenário diferente para 2018.  

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