ANO: 25 | Nº: 6307

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
23/12/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Saudando o Natal

“Na mesma região havia pastores que pernoitavam no campo e realizavam a vigília noturna do seu rebanho. E se aproximou um anjo do Senhor, a glória do Senhor iluminou ao redor deles, e encheram-se de grande temor. Disse-lhes, porém, o anjo: não tenhais medo! Eis que vos trago boas-novas de grande alegria, que será de todo o provo, porque nasceu para vós, hoje, um salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi”. (Lucas 2:8-11)
O primeiro passo para aproximar-nos do Senhor é o trabalho. No entanto, assim como os pastores que realizavam a vigília do seu rebanho, em atividade laboral, muitas vezes, nós outros, entregamo-nos às atividades laborais e deixamos de lado a vida espiritual. Tanto que, ao recebermos o chamado do Senhor, assustamo-nos.
A rogativa do anjo do Senhor é a mesma de outrora: – Não tenhais medo!
A “boa-nova”, sinônimo de “evangelho”, nos foi trazida pelo nascimento do Messias e segue ressurgindo a cada dia quando nos deparamos com os necessitados, não apenas do pão da matéria, mas, também, do pão espiritual.
Tal espírito se renova a cada ano quando se aproxima o Natal.  Como muito bem disse o benfeitor espiritual Emmanuel, “ninguém se mostrou, até hoje, na Terra, sob tamanhos contrastes. Jesus Cristo, Senhor e servo. Zênite da luz espiritual a ocultar-se nas sombras da meia-noite. Exaltação e humildade”.
Emissário direto de Deus não temeu ser acolhido no reduto dos animais para se desvincular dos preconceitos dos homens, a fim de abraçá-los e servi-los, sem distinção, por irmãos mesmos, tanto quanto ele próprio, filhos de Deus.
Que possamos prolongar o espírito natalino, ressaltado pelo exemplo de Jesus, durante o ano inteiro, não apenas em dezembro e, assim, trabalharmos não apenas pelo pão da matéria, mas pelo alimento imorredouro chamado Evangelho.
Encaminhamos a presente coluna com texto do mesmo Emmanuel, publicado pela Revista Reformador, em dezembro de 1968, enviando a todos os leitores que nos acompanharam durante todo ano, votos de gratidão e paz.
“(...) Astro consciente, desde as estrelas para estancar o sofrimento de mansardas escuras, e faz-se viajar de rincões singelos, acendendo clarões inextinguíveis na marcha dos povos!
Embaixador da Misericórdia divina, sob o impacto da miséria humana, sol da vida, dissipando as trevas da morte! Severidade de juiz, à frente do mal, brandura materna ante aqueles que o mal encarcera por vítimas... Jesus Cristo! O Salvador que não salvou a si mesmo, a fim de realmente salvar! No quadro de todos os triunfadores do mundo, é ele o supremo vencedor, porque deu a si mesmo pelo bem de todos, amando e servindo até à morte e além da morte! Por isso mesmo, de Natal a Natal, perante todas as lutas e conflitos da humanidade, repleta-se o mundo de esperança, ouvindo, de novo, o cântico inesquecível das milícias celestiais:
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...
(Referências: “O Evangelho por Emmanuel”, comentários ao evangelho segundo Lucas. Coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva. Editado pela Federação Espírita Brasileira no ano de 2016. p. 36-37)

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