ANO: 25 | Nº: 6386

Luiz Fernando Mainardi

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Deputado Estadual
27/12/2017 Luiz Fernando Mainardi (Opinião)

2018: o ano em que voltaremos a sonhar

2017 já está no final. Não foi um ano bom para o povo brasileiro, como todos sabemos. A origem de todo o mal está na ilegitimidade do golpe que tornou um político menor e inescrupuloso em presidente. Isso em um país que, mesmo com dificuldades, estava superando, nos últimos anos, muitos de seus problemas fundamentais.
Ocorre que esta superação de problemas que estava em curso contradizia, mesmo que de forma sutil, grandes interesses dos super-ricos brasileiros, dos grandes conglomerados econômicos mundiais, principalmente do capital financeiro, e até mesmo de uma parcela subalterna das elites, cujos supersalários os coloca também no patamar de privilegiados.
Desde 2002, o Brasil vivia um clima de otimismo crescente, desconstituído por um golpe parlamentar que iniciou uma verdadeira desconstrução do Brasil. É neste contexto que se pode compreender a reforma trabalhista, o congelamento dos investimentos públicos e a própria tentativa de reformar a previdência, retirando direitos dos trabalhadores em benefício dos mais ricos.
O aumento do custo de vida, ao contrário do que diz o presidente golpista, o rebaixamento do salário mínimo e a entrega do pré-sal para as multinacionais petrolíferas, são provas cabais do que estamos falando e medidas que servem para entender a que interesses se presta o golpe que sofremos.
Está na hora de reverter este quadro. A primeira tarefa deste ano que iniciará é impedir que os golpistas impeçam o presidente Lula de concorrer ao cargo de presidente em 2018. Não é justo, não é legal e nem é legítimo confirmar a condenação de Lula. Mais de 50% dos eleitores do país já demonstraram que podem votar em Lula, deixando claro, portanto, a opinião do povo de que Lula deve ter o direito de concorrer.
A segunda grande tarefa será impedir o avanço do projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo Temer. Além de não estar clara a verdadeira situação da previdência pública no Brasil, fica evidenciado que o projeto de Temer visa apenas retirar direitos e obrigar os trabalhadores a contribuírem mais, trabalharem mais e aceitarem um benefício menor após a aposentadoria.
Nossa terceira tarefa será impedir Sartori e Temer de realizarem um acordo que prevê pedalar a dívida gaúcha para o próximo governador pagar, aumentando-a em R$ 20 bilhões, privatizar empresas públicas rentáveis e/ou estratégicas, como CEEE, Sulgás, CRM e Banrisul, e congelar, por lei, salários de servidores até 2020.
O ano será difícil, certamente, mas nossa luta poderá fazer com que cheguemos ao final com o gosto da vitória. Espero, sinceramente, que ao final do próximo ano possa escrever neste mesmo espaço que 2018 foi o ano em que podemos, de novo, voltar a sonhar com um Brasil, um Rio Grande do Sul e uma cidade melhor para todos.
Feliz 2018!

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