ANO: 24 | Nº: 6104

Rosane Coutinho

12/01/2018 Caderno Ellas

Inteligência emocional: o que é e modo de usar

Foto: Divulgação

Máster Coach - Coach da Emoções - Professional and Self Coaching - Especialista em Coaching Ericksoniano - Analista comportamental (DISC) e analista 360º - Estudiosa do Eneagrama
Máster Coach - Coach da Emoções - Professional and Self Coaching - Especialista em Coaching Ericksoniano - Analista comportamental (DISC) e analista 360º - Estudiosa do Eneagrama

Daniel Goleman, renomado psicólogo americano, buscando relacionar o quociente de inteligência (Q.I) das pessoas com seus índices de sucesso pessoal, percebeu que esses dados não têm relação direta e necessária. Indivíduos com Q.I muito acima da média nem sempre figuram nas melhores posições profissionais ou estão em melhor situação de vida, como é de se esperar, e os de Q.I mediano e baixo muitas vezes estão em situações amplamente melhores que os primeiros. Por que isso acontece?

Para o mundo do sucesso - pessoal, amoroso, profissional, etc., segundo o próprio autor, mais importante que habilidades lógico-matemáticas avançadas ou aptidões específicas de trabalho e inteligência em geral, são as habilidades sociais que obtemos e construímos ao longo da vida. Essas habilidades, no fim, podem ser resumidas em como organizamos e dispomos nossas emoções no contato com nós mesmos, com as outras pessoas e com o mundo externo.

A inteligência emocional é, então, o aspecto da psique humana que lida com as emoções, hierarquizando-as e posicionando-as racionalmente e conforme a exigência de cada situação, e o Q.E, ou quociente emocional, é sua medida. É, na verdade, uma metodologia do comportamento afetivo, indicando as melhores reações em cada situação emocional. O seu contrário é o descontrole emocional, ou seja, a situação mental em que as emoções não estão sob controle racional e cada uma delas, tão logo apareça, toma conta de toda psique e nos absorve. São elas, por exemplo, medo, raiva, ansiedade, insegurança, inveja, preguiça, orgulho, felicidade, alegria e amor.

O problema do descontrole emocional é justamente o seu poder de controle sobre a vida e sobre a imagem que fazemos de nós mesmos, das outras pessoas e do mundo. Se formos, por exemplo, dominados pelo medo, como sairemos de casa ou aceitaremos um novo relacionamento, se já tivermos sido assaltados ou frustrados no último romance que tivemos? Do mesmo modo, se formos orgulhosos, como nos tornaremos pessoas melhores, se deixarmos de enxergar nossa falibilidade e imperfeição? Por outro lado, a ausência completa de medo pode levar a ações insensatas e à falta de orgulho, à baixa autoestima. Faça um exercício mental: qual emoção domina o seu dia a dia e te impede de viver bem, isto é, de viver realmente o que a vida te oferece? E qual delas pode estar te fazendo falta?

Para cada emoção humana, diante de uma situação real, há uma medida de emoção razoável e aceitável. Somos emocionalmente inteligentes quando conhecemos essas emoções, sua justa medida e orientamos o que sentimos segundo ela. É aí que retomamos as rédeas da nossa mente e estamos aptos, em qualquer situação, para dar o nosso melhor, dominando nossas emoções e não sendo por elas dominados. 

TRAINER - Aline Ibañez
- Natural do Rio Grande do Sul, onde formou-se em Direito pela Universidade Ritter dos Reis em Canoas/RS.
- Coach da Emoções, com experiência prática de atendimentos e treinamentos há mais de 5 anos.
- Máster Coach com certificação internacional – Behavioral Coaching Institute (BCI), pelo Instituto Brasileiro de Coaching, São Paulo/SP.
- Professional and Self Coaching, com certificação internacional – Behavioral Coaching Institute (BCI), por duas instituições, Academia Brasileira de Coaching e Instituto Brasileiro de Coaching, Goiânia/GO.
- Especialista em Coaching Ericksoniano pelo Instituto Brasileiro de Coaching, São Paulo/SP.
- Analista comportamental (DISC) e analista 360º, com certificação pelo Instituto Brasileiro de Coaching, Goiânia/GO.
- Estudiosa do Eneagrama, ferramenta de desenvolvimento humano e de melhoria de relacionamentos pessoais e profissionais, e do desenvolvimento pessoal, reconhecendo as principais emoções e essas influenciam nossas vidas.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias do caderno

Outras edições

Carregando...