ANO: 23 | Nº: 5834
12/01/2018 Cidade

Moradores de Aceguá, Candiota e Hulha Negra devem ser vacinados contra febre amarela

Foto: Arquivo JM

Imunização integra calendário oficial
Imunização integra calendário oficial

A Secretaria Estadual da Saúde está recomendando a vacinação prioritária contra a febre amarela à população de 34 municípios, localizados no litoral e campanha gaúcha, que anteriormente não faziam parte da área de imunização e controle da doença. Aceguá, Candiota e Hulha Negra integram a lista.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da secretaria, as doses já estão disponíveis desde o dia 10 de janeiro. A estratégia adotada pela secretaria é preventiva, em função do surto de febre amarela que atinge os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
A imunização contra a febre amarela integra o Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde. Hulha Negra, por exemplo, já aplica em torno de 15 a 20 doses por semana da vacina. Conforme o secretário municipal de Saúde, Marco Igor Ballejo do Canto, à medida que a demanda aumente serão solicitadas novas doses. “Já fazemos aplicação de rotina”, ressalta.
Em Candiota, segundo o secretário de Saúde, Gil Deison Lopes Pereira, a rotina de vacinação segue a mesma. Ele salienta que a dose não é fracionada e não há aumento na demanda.
A cobertura vacinal contra a febre amarela atinge, hoje, cerca de 70% da população do Estado. Com a nova medida, a imunização abrange todos os municípios gaúchos. A recomendação é que as pessoas que ainda não receberam a dose nesses municípios procurem a unidade de saúde mais próxima da sua residência, de forma tranquila e sem pânico.
A orientação para as pessoas que estão planejando viajar aos estados com surto da doença é fazer a vacina 10 dias antes da viagem. Quem já foi imunizado não precisa de dose de reforço. Gestantes, idosos e imunodeprimidos devem avaliar com seu médico os riscos e benefícios da imunização.


Sintomas e causas

A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias - reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café.
Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes Aegypti. Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil.
Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.
Na sazonalidade 2008/2009, o Rio Grande do Sul registrou 21 casos da febre amarela silvestre em humanos. Desde 1999, é realizada a vigilância de mortes de macacos, com o objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.

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