ANO: 25 | Nº: 6335

Rochele Barbosa

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Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
15/01/2018 Caderno Minuano Saúde

Fisioterapia aquática

Foto: Divulgação

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Fisioterapia aquática

A fisioterapia aquática, também conhecida como hidroterapia ou hidrocinesioterapia, é um recurso terapêutico, que utiliza os efeitos fisiológicos e cinesiológicos, baseado nos princípios da água e seu efeito fisiológico, como recurso auxiliar na reabilitação ou prevenção de alterações funcionais, além da promoção da saúde.

A fisioterapia aquática por meio do uso da piscina terapêutica em uma temperatura entre 33 e 36 (graus), preparada especificamente para este fim, com medidas, profundidade, temperatura e ambiente externo, adequando um meio ideal para a realização dos exercícios, tem em vista o alívio da dor e espasmos musculares, assim como melhorar o suprimento sanguíneo, equilíbrio, coordenação e postura.

De acordo com a fisioterapeuta especialista nesta modalidade, Ana Flores de Quadros, nesta forma de terapia, a água ajuda os pacientes a realizarem seus exercícios mais facilmente do que em terra. Isso ocorre porque o peso do paciente fica reduzido quando submerso em água.

Nesta edição, a profissional explica como funciona e para que serve a fisioterapia aquática.

 

Página 2 e 3 – Como funciona o tratamento e para que serve

Pessoas com problemas como dores nas articulações são capazes de melhor executar os exercícios na água por causa da redução do peso, pois elas podem mover seus membros sem dor e com menor esforço, ressalta Ana. “Os pacientes que estão acima do peso, aqueles que sofrem de dor crônica e aqueles com problemas ortopédicos irão se beneficiar com a reabilitação aquática”, completa.

Ana destaca que essa modalidade de terapia é indicada para as afecções neurológicas, reumatológicas, traumato-ortopédicas e pneumológicas, na cardiologia, ginecologia, obstetrícia, pediatria, gerontologia e em estados de ansiedade emocional, depressão ou estresse. 

As patologias mais comuns que podem ser tratadas por meio da fisioterapia aquática são: cervicalgias, lombalgias, bursite, artrose, AVC, mal Parkinson, hérnia de disco, paralisia cerebral, fraturas, osteoporose, luxações, entre outras. “A fisioterapia aquática tem como objetivo promover o máximo de independência funcional possível ao paciente. Tem como foco a melhora do equilíbrio, da instabilidade postural e do risco de quedas, minimizando as respostas anormais e potencializando os movimentos apropriados, beneficiando-se dos princípios físicos e termodinâmicos da água. Entre os quais se destacam o empuxo, a pressão hidrostática e viscosidade”, salienta a fisioterapeuta.

A especialista conta que os benefícios são de promover relaxamento muscular, diminuir espasmos musculares, aumentar o limiar de excitação nervosa, diminuir a dor, facilitar o movimento articular melhorando a ADM, aumentar a circulação periférica, redução do edema e fortalecimento muscular. Também melhora a musculatura respiratória, reduz a atuação da força gravitacional, melhora a autoconfiança do paciente (efeito psicológico), facilita a marcha, melhora os distúrbios do sono, melhora a ansiedade e o stress, permite realizar a cinésio precocemente em pós-cirúrgicos e permite realizar a cinésio em comprometimentos musculares com graduação de força. “Nos idosos, a Fisioterapia Aquática auxilia na perda de peso, reeducação postural, flexibilidade, melhoria no equilíbrio, coordenação motora e sensação de prazer”, explica. 

Adultos e crianças com deficiência física ou mental podem se beneficiar da fisioterapia aquática com fins psicológicos, já que a água traz benefícios que favorecem a autoestima e a sensação de bem-estar, garante a profissional.

Ana completa dizendo que as contraindicações são poucas, sendo relativas ou absolutas, e envolvem: doenças de pele, estados críticos de saúde em geral, infecções aguda ou crônicas, febre, crises de epilepsia sem controle, intolerância ao cloro, medo da água, entre outras. “A água é um meio diferente que permite o atendimento individual e em grupo e diminui a ação da gravidade, permitindo exercícios tridimensionais, sem risco de quedas. Também permite a realização de exercícios com os dois membros superiores e inferiores ao mesmo tempo”, destaca a fisioterapeuta.

Este tipo de intervenção está associada à atividade prazerosa de relaxamento, em um ambiente agradável e de fácil socialização. “É aconselhável que o médico seja consultado antes de iniciar as atividades. Todos esses fatores em conjunto contribuem para a melhora da confiança e autoestima dos pacientes”, conclui.

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