ANO: 24 | Nº: 6083
18/01/2018 Cidade

Empresa requer licença prévia para nova linha de transmissão

Foto: Antônio Rocha

Estrutura vai ligar subestação Bagé 2 (foto) ao complexo termelétrico de Candiota
Estrutura vai ligar subestação Bagé 2 (foto) ao complexo termelétrico de Candiota
A empresa Vineyards Transmissão de Energia S.A. solicitou à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam), a Licença Prévia para a Linha de Transmissão entre a subestação Bagé 2 e o complexo termelétrico de Candiota. O empreendimento terá cerca de 48 quilômetros de extensão, passando por Bagé, Hulha Negra e Candiota. A Vineyards já apresentou o Relatório Ambiental Simplificado (RAS), exigido pelo Ministério do Meio Ambiente.
Em outubro do ano passado, a empresa formalizou contrato com a companhia indiana Sterlite Power Grid Ventures, que venceu o leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para assumir a obra. A linha de transmissão local integra um lote comercializado por R$ 34,5 milhões. O projeto compreende as linhas de transmissão de Garibaldi a Lajeado, com 47 quilômetros, outra linha entre duas subestações de Lajeado, com 16,4 quilômetros, além das subestações Vinhedos e Lajeado 3 e do trecho de linha entre a subestação Vinhedos e o seccionamento da linha de transmissão Monte Claro - Garibaldi, com dois quilômetros. 
 
Projeto Crescer
A obra que vai interligar o complexo de Candiota a Bagé foi ofertada, inicialmente, em 2013, mas não avançou. No ano passado, a linha de transmissão entrou no cronograma de obras do projeto Crescer, lançado pelo governo federal, quando foi arrematado pela empresa indiana. 
A licença da Fepam cumpre uma etapa de tramitação do empreendimento. Ainda não foi divulgado o cronograma de obra. A entrada em operação comercial está prevista para agosto de 2022.
 
Função estratégica
A estrutura que integra o planejamento do Ministério de Minas e Energia é considerada fundamental. A linha deve servir para evitar cortes de carga por subtensão, especialmente nos períodos entre novembro e março, e em situações de despacho reduzido nas centrais eólicas da Eletrosul, integradas à subestação de Cerro Chato, em Santana do Livramento.

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