ANO: 25 | Nº: 6458
20/01/2018 Fogo cruzado

Integrantes do Livres de Bagé deixam PSL

Foto: Antônio Rocha

Padilha destaca que movimento optou por manter a coerência
Padilha destaca que movimento optou por manter a coerência

Todos os integrantes do Livres, em Bagé, deixaram o Partido Social Liberal (PSL). O movimento de desfiliação em massa iniciou no dia 5, em resposta à filiação do deputado federal Jair Bolsonaro, que deve disputar a presidência da República pela legenda. “Nosso foco, agora, é continuar difundindo o liberalismo”, garante o advogado Luiz Fernando Padilha, que havia assumido a presidência da sigla, no município, em 2017. “Meu formulário de desfiliação, o do tesoureiro e o do secretário foram os últimos a serem enviados à Justiça Eleitoral”, destaca.
O Livres, movimento formado por liberais, integrava o Partido Social Liberal desde o ano passado. “Era um movimento de renovação política partidária, vinculado ao PSL. Agora, é um movimento suprapartidário, com a mesma finalidade. Pensamos que o cidadão pagador de impostos deve deixar de ser um agente passivo e perceber o poder que tem dentro da instituição democrática. E seguiremos defendendo esta concepção”, pontua Padilha.
A liderança do Livres de Bagé destaca que o movimento aguardava pela realização de uma convenção nacional, em fevereiro, para consagrar a relação com o PSL. “Ocorre que houve a assinatura de um termo de compromisso com Bolsonaro. A possibilidade havia sido ventilada pela imprensa, mas era desmentida pelo presidente do partido, Luciano Bivar. Bolsonaro sempre foi uma figura que o Livres gostou de atacar, porque é a representação da clássica direita. É aquele conservador que defende um Estado forte, militarizado e nacionalista”, reflete, ao destacar que as posições do deputado contrariam a visão do Livres.


Futuro
O Livres, conforme especifica Padilha, optou por manter a coerência. “Não vamos nos vender por uma espécie de oportunismo. Essa negociação com Bolsonaro teve troca de favor. E nós lutamos justamente contra isso”, reforça. Na condição de movimento suprapartidário, entretanto, o Livres não impede o ingresso de seus integrantes em outros partidos, desde que a sigla demonstre afinidade à ideologia liberal e respeite princípios básicos defendidos pelo grupo. “Se algum candidato ligado ao Livres for eleito, ele vai renunciar a valores e vai diminuir o número de assessores. Trabalhamos muito a ideia de que não é por que a ação é legal, é feita dentro da legalidade, que ela está certa”, exemplifica.


Crescimento

Para Padilha, o Livres deve continuar crescendo. A avaliação tem como base a expansão do apoio após as desfiliações. “Nosso cadastro de apoiadores cresceu quando anunciamos a saída. Acredito que deixamos a imagem correta, de que somos um movimento sério e de que não se trata de um grupo de oportunistas. Não estamos no cenário só para ganhar voto”, pontua.

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