ANO: 25 | Nº: 6260
26/01/2018 Segurança

Polícia realiza operação na região metropolitana após inquérito iniciado em Bagé

Foto: Divulgação

Valdoir Silveira Alabi, conhecido como Capengo
Valdoir Silveira Alabi, conhecido como Capengo

Na manhã de ontem, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a operação Altíssimo, contra uma organização criminosa suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro no Estado e também em Santa Catarina. O alvo principal era Vanderlei Ramiro Altíssimo, acusado de tráfico na região metropolitana. Ele possui ligações com o apenado Valdoir Silveira Alabi, conhecido como Capengo, preso em Bagé, em 2016, na Operação Controle, coordenada pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).
Conforme o titular da Defrec, delegado Cristiano Ritta, essa operação é decorrente de uma investigação iniciada em Bagé. “Abrimos o inquérito e conseguimos prender a família do apenado, que já havia sido preso por assaltos, em Bagé. Com os quatro detidos, na época, foram apreendidos um total de quatro quilos de crack, 10 quilos de maconha, um quilo de cocaína (100% colombiana), dois carros, R$ 1,3 mil em dinheiro e três armas de fogo”, explica.
Ritta também destaca que havia uma escuta no celular de Capengo, o que levou a investigação a chegar aos acusados e também a possível lavagem de dinheiro. “Então passamos o inquérito para Porto Alegre seguir as investigações, pois as ligações eram na região metropolitana”, completa.
Foram cumpridos mandados judiciais em Canoas, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e São Leopoldo. A investigação em Porto Alegre chegou à conclusão de que o acusado fornecia drogas para Capengo, que fazia pagamentos com depósitos em contas de laranjas. Familiares emprestavam contas para ele. Um dos laranjas foi preso e com ele apreendidas duas pistolas e munições.
Na operação, que recebeu o nome de Altíssimo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sequestro de 12 veículos, bloqueio de contas, quebra de sigilo bancário e financeiro, entre outras medidas. Foi determinado pela Justiça ainda o bloqueio de imóveis dos 26 investigados, entre suspeitos e empresas.

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