ANO: 25 | Nº: 6283
29/01/2018 Editorial

Dentro dos planos

Candiota depende da rodovia Miguel Arlindo Câmara (MAC). O desenvolvimento do município está diretamente atrelado ao transporte. A prefeitura, porém, não dispõe de recursos para empreender a revitalização necessária na via que interliga praticamente todos os bairros da cidade. A federalização, neste contexto, representa uma solução administrativa e econômica. A medida também pode ser encarada como uma alternativa justa, em todos os sentidos da palavra, principalmente por atribuir responsabilidades, definindo atribuições.

A proposição de autoria do deputado federal Cajar Nardes, do Podemos do Rio Grande do Sul, que tramita na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, dialoga com o denominado Sistema Federal de Viação. Este modelo de organização do setor estabelece uma espécie de malha básica, formada por eixos e terminais, visando a integração nacional e as conexões internacionais. A inclusão da MAC, na prática, não fere estes objetivos. Muito pelo contrário.

O percurso de 13,3 quilômetros de extensão é crucial para o pequeno município gaúcho. Mas ele também é fundamental às usinas que geram energia para o Sistema Interligado Nacional. Existe, aliás, uma relação simbiótica entre a perspectiva de manutenção das unidades termelétricas e a da estrada. O custo pela preservação não pode ser assumido pela prefeitura, simplesmente porque a União deve ter, de fato, obrigação maior para com a conservação da MAC. E é por isso que a rodovia precisa estar dentro dos planos do governo federal.

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