ANO: 25 | Nº: 6209
30/01/2018 Fogo cruzado

Votação das PECs que viabilizam privatizações é adiada por falta de quórum

Foto: Vinicius Reis/Agência ALRS

Pelo menos três parlamentares deixaram plenário antes da ordem do dia
Pelo menos três parlamentares deixaram plenário antes da ordem do dia

A sessão extraordinária da Assembleia Legislativa, convocada para ontem, com o objetivo de votar quatro propostas do governo do Estado, foi encerrada uma hora e meia após seu início, por falta de quórum. Apenas 26 deputados registraram presença em plenário. Uma nova sessão foi convocada pelo presidente da Casa, deputado Edegar Pretto, do PT, para hoje.
Antes do início da ordem do dia, o deputado Vilmar Zanchin, do PMDB, utilizou a tribuna para uma comunicação de liderança. Ele defendeu a aprovação dos quatro projetos em pauta, destacando que sua bancada votaria favoravelmente às propostas de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) para que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) possam ser federalizadas ou privatizadas sem a necessidade de um plebiscito.
A primeira proposta em discussão foi o próprio requerimento de convocação do governador José Ivo Sartori, do PMDB. Parlamentares da oposição argumentaram que não haveria necessidade do Executivo convocar a Assembleia nos últimos dias do recesso parlamentar, já que na quinta-feira, 1º de fevereiro, começa o ano legislativo. Também criticaram a proposta de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal da União.
"Trata-se de uma proposta de um governo golpista de Brasília para um governo incapaz que não tem a grandeza do povo do Rio Grande do Sul. Se tivesse a grandeza do povo gaúcho, este governo jamais aceitaria este Regime de Condenação Fiscal", declarou o deputado Tarcísio Zimmermann, do PT. Na mesma linha se manifestaram a deputada Stela Farias, do PT, e os deputados Jeferson Fernandes, do PT, Enio Bacci, do PDT, Juliano Roso, do PCdoB, e Pedro Ruas, do PSOL.


Manifestação

Sartori usou as redes sociais para apelar aos deputados. Em um vídeo de 45 segundos, o governador defendeu a aprovação, pelo parlamento gaúcho, da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal do governo federal como saída para aliviar a crise financeira do Rio Grande do Sul e possibilitar mais recursos aos cofres públicos para investimentos em áreas essenciais, como Saúde, Segurança, Educação e Políticas Sociais.
Para o governador, a adesão permitirá que, durante três anos, mais de R$ 11 bilhões fiquem no Rio Grande do Sul em vez de irem para os cofres do governo federal. “Não se trata de um projeto de governo, mas de Estado. Por isso, o momento é de união. Esperamos que a Assembleia confirme seu compromisso com o futuro do Rio Grande", conclui.

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