ANO: 25 | Nº: 6382
02/02/2018 Segurança

Prédio histórico é destruído por incêndio em Bagé

Foto: Antônio Rocha

Local é fechado, mas moradores de rua têm acesso ao interior
Local é fechado, mas moradores de rua têm acesso ao interior

Um prédio desocupado, considerado patrimônio arquitetônico de Bagé, localizado na esquina da rua General Sampaio com a 20 de Setembro, foi destruído internamente pelo fogo, na madrugada de ontem. Em 2016, a prefeitura tentou colocar o local a leilão, pois estava servindo como esconderijo para vândalos e abrigo de moradores de rua. Mesmo trancado a cadeado, o local era ocupado por usuários de drogas que entravam pelas janelas. O pátio com muito lixo e entulho também foi atingido pelas chamas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a causa do incêndio é desconhecida. Como o piso, telhado e aberturas eram de madeira, queimaram facilmente. Um depósito de materiais reciclados, que fica ao lado, teve queima de três sofás e uma televisão, não sendo muito atingido. Os bombeiros ressaltaram que o fogo começou por volta das 3h e somente foi contido às 5h30min.


História

O prédio construído no início do século 20, foi usado como uma caieira. A casa pertenceu ao italiano José Ghisolfi. Na frente ficava a residência da família. Havia um pomar e diversas árvores. Na parte de trás funcionava a caieira.
O imóvel ficou para os filhos, após a morte da esposa do italiano, que retornou para terra natal. Os herdeiros venderam para a família Nocchi. Através de uma parceria com José Gomes Filho, surgiu a Caieira Bageense, uma das maiores fábricas do sul do Estado.
Em 1970, o prédio foi vendido novamente. Diferentes repartições e serviços funcionaram no local, como a Delegacia de Polícia e a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O imóvel chegou a abrigar uma concessionária de veículos e foi sede do extinto jornal Correio do Sul. Após, ocorreu à venda para a prefeitura.

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