ANO: 25 | Nº: 6330
03/02/2018 Fogo cruzado

Alexandre Araldi apresenta diretrizes do Partido Novo em Bagé

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Reunião aberta foi realizada na Leb, na manhã de sexta-feira
Reunião aberta foi realizada na Leb, na manhã de sexta-feira

O vice-presidente estadual do Partido Novo, Alexandre Araldi, que esteve em Bagé, na sexta-feira, 2, para dialogar com filiados do município, em uma reunião aberta, não será candidato a cargo eletivo em 2018. Se pretendesse disputar o pleito de outubro, aliás, ele deveria ter deixado o posto na legenda no ano passado. Esta é uma particularidade do Novo. “Para se candidatar, todo dirigente deve deixar o posto um ano e meio antes das eleições. Isso foi definido em convenção nacional. Serve para evitar o uso da máquina e proporcionar condições reais de desenvolvimento de novas lideranças”, disse.
O Novo tem uma lógica específica para definir candidaturas, que envolve um processo seletivo. O modelo de seleção pelo qual já passaram 21 pré-candidatos ao próximo pleito, leva em conta potencialidades dos aspirantes a cargos públicos e afinidades com a lógica do partido, criado com base na ideologia liberal. “Não acreditamos em salvadores da pátria. Entendemos o individuo como agente de transformação. Nossa preocupação é com a propagação de ideias”, define.
No encontro, que também reuniu representantes do Livres, Araldi explicou, ainda, que o Novo não utiliza recursos do Fundo Partidário. “Apresentamos uma consulta, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobre a intenção de devolvermos os recursos recebidos pelo partido. Questionamos se seria possível indicarmos a aplicação. Neste caso, privilegiaríamos três áreas: saúde, educação e segurança”, detalhou o vice-presidente estadual, ao reforçar que a legenda não utiliza recursos públicos em campanhas eleitorais. “Custeamos com valores repassados pelos filiados”, pontuou.
Com 17 mil filiados em todo o País, e quatro vereadores eleitos em 2016, o Novo ganha espaço questionando o foro privilegiado, o tamanho do Estado (defendendo, por exemplo, privatizações de estatais), e o modelo de federalismo nacional, defendendo um sistema de redistribuição de receites que contemple as demandas as cidades. “Não é o Estado que gera a riqueza. Ele se alimenta dos impostos. E grande parte destes impostos são arrecadados nos municípios, mas ficam com a União”, reflete, ao destacar que o partido também vislumbra a “redução de regras, barreiras e regulamentações que dificultam o desenvolvimento”.


Relação com Livres

Embora existisse uma proximidade ideológica, a relação do Novo com o Livres ganhou forma quando o cientista político Fábio Ostermann, presidente estadual do Partido Social Liberal (PSL), um dos líderes do movimento formado por liberais, deixou a legenda, em função do ingresso do deputado Jair Bolsonaro, anunciando, como destino, o Partido Novo. Esse movimento foi seguido por outros integrantes do Livres, inaugurando um novo período.

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