ANO: 25 | Nº: 6381
05/02/2018 Cidade

Empresa uruguaia aguarda liberação da vigilância para iniciar obras em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Molinari mudou para o município em setembro de 2017
Molinari mudou para o município em setembro de 2017

A empresa UPPS - Distribuidora Ltda., do Uruguai, que irá implantar uma fábrica de glóbulos inertes (bolinhas de açúcar que são utilizadas para remédios homeopáticos e também para confeitos), na avenida Santa Tecla (aos fundos da Casa do Produtor), vive a expectativa de liberação da planta pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Um dos sócios do empreendimento e administrador do negócio, Álvaro Molinari, já está residindo em Bagé com a esposa, Rosário Molinari, para acelerar os trâmites.
O prédio do Executivo foi cedido para os empresários através de lei que autorizou a concessão de direito real de uso do imóvel. O contrato foi assinado em outubro do ano passado. De lá para cá, a empresa iniciou os trâmites para a reforma da estrutura.
Molinari conta que a UPPS tem mais de 100 anos de atuação no Uruguai e fabrica somente doces e balas. Há sete anos, após um estudo de mercado, resolveram iniciar a fabricação dos glóbulos. Segundo o administrador, o Uruguai possuía quatro laboratórios que fabricavam as drágeas de sacarose e, como eles já tinham experiência nas guloseimas, conseguiram fabricar um produto de qualidade e com um preço mais acessível. “Somos os únicos, hoje, no Uruguai, e exportamos também para a Argentina”, revela.
O administrador ressalta que o mercado uruguaio consome 500 quilos ao mês, enquanto no Argentino são 30 mil por mês. A expectativa, para o Brasil, é de 90 mil por mês. A intenção dos empresários é ampliar as oportunidades de negócio. Com a implantação, em Bagé, a projeção é de ampliar para 20 toneladas mensais. “Na Argentina, comercializamos em torno de cinco a seis mil quilos mês”, disse.
A empresa possui uma distribuidora, em Porto Alegre, mas a sede será transferida para Bagé. Ele ressalta que o maquinário já foi comprado da China e eles estão aguardando a finalização da obra para que que os equipamentos sejam encaminhados ao município. “São máquinas de última geração, que garantem a qualidade e a competição no mercado”, relata.


Empregos
Desde que chegou em Bagé, em setembro de 2017, Molinari e a esposa estão buscando planos de saúde, telefones empresariais para que quando a fábrica fique pronta já seja possível iniciar os trabalhos com funcionários. Ele salienta que virá um profissional de Montevidéu para dar curso de qualificação.
Como irão investir no prédio e na reformulação do galpão dentro das normas da Cevs, os empresários pretendem iniciar com poucos funcionários, cerca de 10. Na segunda etapa, onde será construída uma fábrica, a ideia é chegar a cerca de 200 pessoas.
O administrador enfatiza que a produção deve aumentar gradativamente e também devem ser inseridos novos produtos, como os doces e o personalizador de sabor, que é uma espécie de sachê, que pode ser utilizado em sucos, sorvetes, leite e até em bebidas alcoólicas. “Temos a concessão para comercializar no Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil. Faremos em etapas”, conta.


Obra
Molinari relata que está fazendo o levantamento de empresas para realizar a obra no galpão. Ele explica que terão que implantar sistemas de ar-condicionado, porque o produto não pode ter nenhum tipo de umidade, e construir a parte administrativa, sanitária, banheiros e vestiários, além de mudar o sentido dos portões, para que tenha entrada separada da Casa do Produtor. “Ainda não temos os custos do investimento”, afirma.

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