ANO: 25 | Nº: 6236
07/02/2018 Cidade

Bagé registra redução no número de emissão de habilitações para motos e caminhões

Foto: Arquivo JM

Diretor do CFC atribui diminuição das categorias C, D e E à exigência dos exames toxicológicos
Diretor do CFC atribui diminuição das categorias C, D e E à exigência dos exames toxicológicos

Dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran /RS) revelam que apesar do aumento geral do número de habilitações no estado, Bagé registrou queda nos números relativos às carteiras das modalidades A, para motos, e C, para caminhões.
Enquanto em 2016 foram registradas 2.137 novas habilitações para a categoria A (veículos automotores e elétricos, de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral), em 2017 foram 2.101 registros. Outra categoria que apresentou baixa foi a C, que incluí veículos automotores e elétricos utilizados em transporte de carga, cujo peso bruto total exceda a 3,5 toneladas, tratores, máquinas agrícolas e de movimentação de cargas, motor-casa, combinação de veículos em que a unidade é acoplada, reboque, semirreboque ou articulada, não exceda a seis toneladas e todos os veículos abrangidos pela categoria B. Em 2016, havia 1.472 motoristas habilitados na cidade, e, no ano passado, o volume caiu para 1.328 habilitações.
Outra categoria profissional, a D, que permite a direção de veículos automotores e elétricos utilizados no transporte de passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares e, todos os veículos abrangidos nas categorias B e C, também apresentou queda. Em 2016, havia 1.255 carteiras na categoria D, enquanto no ano passado esse número baixou para 1.196 cadastros.


Cenário de retração
Em âmbito estadual, a procura por habilitações profissionais também sofreu queda, de acordo com as categorias. Na categoria C, houve uma queda superior a 16 mil carteiras entre 2016 e 2017. Em relação à D, foram mais de seis mil pessoas que deixaram a categoria.


Contexto pontual

O diretor do Centro de Formação de Condutores de Bagé (CFC/Cebal), Ivonei Farezin, aponta a crise econômica como o principal fator na baixa de buscas pelas CNHs, em 2017. Ele relembra que nos primeiros meses do ano passado, diminuiu muito o número de pessoas em busca de novas habilitações e renovações da carteira. “A crise afetou todos os aspectos, principalmente no início do ano. Nos últimos meses é que houve um acréscimo de pessoas”, destaca.
Outro fator relatado por Farezin é a exigência do exame toxicológico, tanto para a primeira habilitação quanto para renovação da carteira. Como muitos motoristas nas categorias profissionais já estão aposentados, e não desejam se submeter ao exame toxicológico (obrigatório há dois anos para as categorias a partir da C), preferem ter sua categoria rebaixada para B, em que podem dirigir normalmente veículos de passeio com até cinco lugares, e que não exigem o exame.

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