ANO: 24 | Nº: 6106

Luiz Fernando Mainardi

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Deputado Estadual
07/02/2018 Luiz Fernando Mainardi (Opinião)

Quem mesmo quebrou o Brasil e o RS?

É da tradição de governos de direita culpar o governo anterior pelos resultados das suas próprias políticas e programas. O caso mais famoso e mais longevo é o de Sartori. Até hoje, faltando apenas 11 meses para acabar a sua gestão (felizmente!), continua a culpar o antecessor por sua própria incapacidade, despreparo e total covardia frente aos problemas do estado. 
Temer segue o mesmo caminho. A cada indicador negativo, e foram muitos neste curto tempo de governo, diz que o problema foi gerado por Dilma e Lula. Mas se Sartori e Temer são cartas fora do baralho, como se diz, o jogo continua e continua pesado. Não é de hoje, mas a proximidade eleitoral faz com que se avivem nas redes sociais e nos debates públicos o discurso mentiroso de que o governo do PT no âmbito federal ou estadual criou a crise pela qual passamos. 
Esta versão, que não se sustenta em qualquer quadro comparativo, é repetida à exaustão com o claro objetivo de realizar aquele ensinamento do marqueteiro de Hitler, que dizia que uma mentira repetida “mil vezes” pode virar verdade. Por isso, é preciso sempre rebater esse argumento, tão falso quanto nefasto para o futuro de nosso país. 
Recentemente, uma colunista, a Hildegard Angel, produziu uma síntese comparativa baseada em dados da OMS, ONU, Banco Mundial e outras instituições isentas entre a realidade brasileira antes e depois de Lula. Ela pedia, em seu post, para que cada um tirasse a sua própria conclusão. Repito aqui o seu pedido. 
Em 2002, o PIB brasileiro era de R$ 1,48 trilhões, em 2013, de R$ 4,84 trilhões. A Dívida líquida do setor público, em 2002, era de 60% do PIB, em 2013, diminuiu para 34%. A Safra Agrícola foi de 97 milhões de toneladas em 2002 e passou a 188 milhões de toneladas, em 2013. Os investimentos estrangeiros diretos subiram de 16,6 bilhões de dólares, em 2002, para 64 bilhões de dólares, em 2013. As reservas internacionais saltaram de 37 bilhões para 375,8 bilhões no mesmo período. 
No governo anterior, do FHC, foram gerados 627 mil empregos anualmente. Nos governos Lula e Dilma foram 1,79 milhões por ano. Por isso, a taxa de desemprego era de 12,2%, em 2002 e passou a 5,4%, em 2013. O salário mínimo passou de 86 dólares, em 2002, para 305 dólares em 2014. 
Havia, ao final do governo Lula, 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário, 1,5 milhões de famílias beneficiadas com o programa Minha Casa, Minha Vida, o Luz para todos beneficiou 9,5 milhões de pessoas em todo o país, o Mais Médicos, tinha 50 milhões de beneficiados, o Brasil Sem Miséria, retirou 22 milhões de brasileiros da pobreza extrema. Foram criadas, no período de Lula presidente 18 novas Universidades Federais e 214 novas Escolas Técnicas Federais. Os estudantes no Ensino Superior passaram de 583 mil para 1,08 milhão. 
Esses e muitos outros dados e indicadores, que não cabem no espaço do artigo, demonstram, sem qualquer viés, que Lula e os governos do PT alçaram o nosso país a outro patamar de civilidade e riqueza. Infelizmente, os protagonistas do golpe destroem essas políticas públicas, submissos que são à ideologia e aos interesses dos grandes grupos financeiros internacionais, esses sim, os principais ganhadores das políticas recessivas e privatizantes em curso no nosso país e no nosso estado.

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