ANO: 25 | Nº: 6379
07/02/2018 Cidade

Racionamento não afeta diretamente funcionamento de clubes sociais

Foto: Antônio Rocha

Bagé Tênis Clube conta com poço artesiano para atender demanda
Bagé Tênis Clube conta com poço artesiano para atender demanda

No segundo dia de racionamento de água, em Bagé, a reportagem do Jornal MINUANO procurou outros segmentos que utilizam o recurso em seu dia a dia. Hoje, apresentamos os reflexos em academias e clubes sociais, onde o consumo geralmente é maior que o normal.
Os clubes sociais recebem diariamente centenas de pessoas em busca de sombra e água fresca em momentos de descanso e lazer. As famílias recorrem às piscinas dos clubes para amenizar o calor e ao sair da água, recorrem ao banho de chuveiro para tirar o cloro. 
O vice-presidente do Bagé Tênis Clube, Paulo Delevati, explica que o esquema de racionamento não chega a afetar a rotina do clube, que conta com poço artesiano para atender à demanda dos sócios. A água das piscinas e banheiros é própria do clube, não é utilizada da rede.
Mesmo assim, o Tênis Clube preza sempre pelo uso racional, já que o consumo é intenso. Em dias de semana, o local chega a receber 500 pessoas e esse número triplica aos finais de semana. Além disso, durante a semana, mesmo no período de inverno, há grande consumo, pois local conta com aulas de natação e hidroginástica em piscina térmica. “Em períodos críticos, otimizamos também o uso de nosso poço artesiano. A água da rede é utilizada eventualmente, em situações muito pontuais”, destaca.
No Clube Caixeiral, a situação é semelhante. Com poços artesianos para atender à demanda, um dos maiores clubes da cidade não chega a sofrer com os reflexos da estiagem no fornecimento de água. Contudo, sente de forma indireta o impacto: “Geralmente, quando o racionamento é implantado, o consumo de água aqui no clube cresce porque os associados utilizam o clube para tomar banho de chuveiro com mais frequência”, explica o presidente da entidade, Paulo Rosa Noble.
Com mais de 300 pessoas circulando pelo local em dias de semana e mais de mil aos finais de semana, o clube preza pelo uso moderado da água. “Em épocas anteriores, em que a seca foi maior, muita gente utilizava a água do clube porque temos poço artesiano. Não temos mais como atender essa demanda, mas nossos sócios têm liberdade para usar nossos chuveiros. Claro que de forma moderada e consciente”, destaca.
Outros locais que costumam contar com consumo mais intenso de água são as academias. Com o corpo quente dos exercícios, muitos adeptos da musculação, por exemplo, costumam tomar banho no próprio local antes de voltar para casa ou ir trabalhar. Em uma das maiores academias da cidade, que conta com mais de 200 alunos durante o verão, o número de frequentadores chega a dobrar após o período de férias. Com horário diferenciado, a empresa atende muitos profissionais que preferem malhar antes de iniciar o dia de trabalho. Assim, também utilizam o vestiário para banho.
A educadora física da academia, Fabiana Vieira da Silva, relata que geralmente não há falta de água no local, que conta com reservatório com tamanho suficiente para atender à demanda. “São poucas pessoas que optam pelo banho. A maioria toma banho em casa. O maior consumo é a questão do bebedor, mesmo, pois nosso filtro trata água da rede para consumo”, avalia.
Com o atual esquema de racionamento, a área da academia é abastecida das 3h às 15h. Uma das situações positivas para a empresa é que durante o período de férias, o horário é diferenciado, funcionando apenas até as 12h e depois voltando a abrir no final da tarde, a partir das 18h. No horário de pico do consumo, por exemplo à tarde, quando o calor é mais intenso, a academia está fechada.

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