ANO: 25 | Nº: 6335
09/02/2018 Cidade

Levantamento aponta perdas de mais de R$ 51 milhões ocasionados pela estiagem em Bagé

Foto: Antônio Rocha

Decreto foi embasado devido aos baixos níveis dos reservatórios da cidade
Decreto foi embasado devido aos baixos níveis dos reservatórios da cidade

A Defesa Civil de Bagé está elaborando um laudo com as estimativas de perdas em virtude da estiagem. O primeiro relatório, realizado pela Emater, pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga), pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais aponta um prejuízo superior a R$ 51,323 milhões.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, tenente Ronaldo Rosa, o setor agropecuário sofre com a falta de chuvas, o que causa a diminuição na produtividade das colheitas e emagrecimento do gado. O coordenador salienta que as principais perdas foram identificadas nas culturas de soja, milho e sorgo que, juntas, contabilizaram mais de R$ 29 milhões, comprometendo 30% do safra. “A estimativa inicial era de R$ 98 milhões”, lembra.
Além dessas culturas, a pecuária contabiliza uma perda de 20%, conforme o laudo, representando cerca de R$19 milhões. A bacia leiteira e o setor olerícola também foram prejudicados.
Conforme Rosa, o decreto da situação de emergência assinado pelo prefeito Divaldo Lara, no dia 1º de fevereiro, foi formalizado devido aos baixos níveis dos reservatórios da cidade. Mas, reforça ele, para garantir alguns recursos é necessário encaminhar um relatório completo para o governo do Estado e ao Ministério da Integração. Se a estiagem se prolongar, há possibilidade de que o racionamento de água em Bagé possa durar cerca de 180 dias.


Homologação

Já a prefeitura de Hulha Negra, que foi a primeira a decretar situação de emergência na região, já teve seu pedido homologado pela Defesa Civil do Estado.

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