ANO: 24 | Nº: 5942
10/02/2018 Cidade

Escolas se preparam para iniciar ano letivo em meio ao racionamento

Foto: Antônio Rocha

Institutos educacionais privados aguardam estudantes com reservatórios para atender demanda
Institutos educacionais privados aguardam estudantes com reservatórios para atender demanda

Desde segunda-feira, os bajeenses vivem novamente a realidade do racionamento de água, assim como aconteceu diversas vezes nos últimos 30 anos. Quem não possui reservatório, aproveita os horários de abastecimento para encher baldes e tonéis com água. Contudo, em locais com grande circulação de pessoas, reservar água se torna uma tarefa mais difícil. Pensando nisso, as escolas dão início aos preparativos necessários para receber os estudantes para o ano letivo de 2018, que inicia nos próximos dias. Um dos exemplos são as instituições da rede municipal de ensino.

A secretária de Educação, Adriana Lara, explica que são 62 escolas municipais, entre instituições de Educação Infantil e Ensino Fundamental. A expectativa é que mesmo enfrentando escassez de água, as instituições não sejam afetadas. Isso porque todas as estruturas possuem reservatório de água, com tamanhos adequados à demanda de cada uma. “Mas estaremos monitorando a situação de perto. Se houver necessidade, o Daeb também abastecerá os reservatórios, se for o caso”, antecipa ela.

Entretanto, nas escolas da rede estadual, a situação pode ser mais agravante. Isto porque nem todos os prédios possuem reservatórios de água. “Se persistir o racionamento, sem dúvidas (haverá reflexo). Poço artesiano somente nas escolas do campo.  Algumas escolas possuem cisternas”, conta o coordenador regional de Educação, José Carlos Nobre.

Nobre destaca, ainda, que em virtude do forte calor e a necessidade de  água potável para os  alunos, “a questão  de salubridade, higienização dos banheiros e áreas das escolas  ficarão prejudicada”.

As escolas da rede particular, por terem recursos garantidos pelas mensalidades, vem tendo mais tranquilidade durante os períodos de escassez de água. O Educandário São Benedito, por exemplo, possui cinco caixas d’água, somando 10 mil litros, duas cisternas que somam 60 mil litros, mais um poço artesiano com vazão de dois mil litros por hora. A diretora da instituição, Irmã Maria Inês Terezinha Sangalli, destaca que mesmo com uma boa reserva, a escola, que atende 650 estudantes, faz uso moderado da água. “Mesmo com um bom reservatório, se usarmos demais, pode faltar. Então a limpeza e a higiene são feitos de forma caprichada, mas com cuidado para não gastar água demais”, diz.

 

Bairro Floresta

O Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb), buscando soluções para o problema de abastecimento no bairro Floresta, informou que nos dias 7 e 8 de fevereiro, a autarquia realizou a construção e ligação de nova rede para levar água diretamente ao reservatório que abastece o local. No serviço, foram instalados 160 metros de encanamento, ligado diretamente à rede da rua Lourival Clave, elevando assim a vazão onde o alto consumo no bairro tornava mais difícil a chegada da água. Diariamente, o caminhão pipa do Daeb abastece o reservatório em dois turnos do dia. Moradores que ainda tiverem problemas no abastecimento devem ligar para os telefones disponibilizados para atendimento: 08005102219 ou 115.

 

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