ANO: 25 | Nº: 6335
14/02/2018 Cidade

Assessor de investimentos explica febre dos "bitcoins"

Foto: Antônio Rocha

Borges aponta consequências da volatilidade da moeda
Borges aponta consequências da volatilidade da moeda

Cada vez mais comentado, o bitcoin se converteu em esperança de ganhos financeiros relevantes para alguns e incertezas sobre o potencial do rei das criptomoedas. Enquanto algumas pessoas anunciam que ganharam vultosas somas por um lado, especialistas em investimento recomendam cautela na operação da moeda virtual.

Assessor de investimento vinculado à Guide Investimentos, Josias Borges explica que o bitcoin, criado em 2009, é a principal criptomoeda atual, que traz algumas peculiaridades que fazem parte de seu enigma: é uma moeda sem uma nação vinculada, ou seja, é global; não possui regulação ou lastro, é movimentada pela força de mercado, pela oferta e demanda.

“Há alguns anos, o lastro do dinheiro era o ouro. Só havia o valor referente ao número de ouro existente nos bancos centrais de cada nação. Hoje, os lastros são as ações. Mas o bitcoin, por não ter um lastro físico, não ter uma cédula de representação do patrimônio físico, há muita oscilação, a criptomoeda está exposta às variáveis de mercado”, explica Borges.

Por não ter “rastros” ou sem oferecer a possibilidade de regulação estatal, a moeda vem sofrendo com a política linha dura de alguns países. A Rússia e Venezuela, por exemplo, já estão em processo de criação da própria criptomoeda. O Facebook, influenciado pelas necessidades de mercado, proibiu publicidade dos bitcoins. “Enquanto os países não aceitarem como algo legítimo, não haverá uma valorização e legitimação da moeda”, afirma.

E é justamente essa oposição que torna o cenário da moeda virtual tão suscetível. Alguns economistas apontam o interesse crescente pela moeda como uma nova “bolha econômica”, que pode resultar em um grande choque financeiro. Enquanto isso, outras pessoas apostam na volatilidade e movimentação, apostando grandes somas no futuro da moeda, que pode ser comprada, principalmente, através das corretoras especializadas, ou exchange.

Recentes quedas fizeram o valor oscilar de US$ 60 mil para US$ 8.6 mil. Mesmo essa oscilação é parte do encanto e da popularidade crescente da moeda, já que muitas pessoas que entraram no mercado quando ele estava na máxima por euforia e sofreram grandes perdas. Como consequência, a maioria viu apenas dois caminhos: vender as moedas na baixa ou aguardar que os valores voltem a subir.

Entre os principais conselhos dos especialistas, estão: evitar comprar em períodos de altas históricas e investir no que não conhece; também é uma otimização de recursos e tempo aprender a identificar padrões de suba e queda para evitar amargar prejuízos.

Contudo, o assessor de investimentos acredita que a palavra de ordem, neste caso, é cautela. “O bitcoin pode ser uma fonte de crescimento financeiro, mas o que o mercado recomenda é diversificação, não apostar tudo somente em uma opção de investimento”, diz.

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