ANO: 25 | Nº: 6379

Juvir Costella

17/02/2018 Juvir Costella (Opinião)

Sartori e a decisão por um futuro melhor ao Rio Grande

O resultado da votação para adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) demonstrou a união da grande maioria de parlamentares de diversos partidos em benefício do Estado.
Quando o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) se refere à solidão do governo Sartori em relação aos planos de superação da crise, esquece que o PT e seus partidos-satélite saíram derrotados de suas inúmeras manobras para tentar barrar as votações na Assembleia Legislativa.
Além disso, a maioria que garantiu vitória ao projeto de lei do Executivo, mesmo sem integrar formalmente a base governista, demonstrou o comprometimento com um futuro de equilíbrio econômico e de sustentabilidade com as finanças públicas do Rio Grande.
É preciso destacar também que as sucessivas tentativas de judicializar as votações acabaram por isolar ainda mais a oposição, que, mesmo não tendo qualquer alternativa a propor para o reequilíbrio financeiro do Estado, preferiu valer-se de táticas antidemocráticas na tentativa de impor a sua vontade contra a concordância da maioria.
O Rio Grande do Sul chegou a sua mais profunda falência. Depois de passar mais de quatro décadas gastando mais do que a arrecadação, o resultado não poderia ser outro. Assim, em busca da solução, iniciamos o ano com um Parlamento disposto, mais do que nunca, ao debate.
A responsabilidade superou as manobras diversionistas e o radicalismo. Prevaleceu a vontade popular de construir um novo Rio Grande. Quem mais terá a ganhar com o RRF é a população, que assim poderá ser melhor atendida em serviços de áreas essenciais: saúde, educação, segurança, infraestrutura e políticas sociais.
A aprovação da adesão pelo Legislativo é um primeiro passo rumo à governabilidade. O momento é de união para garantir os três anos de carência no pagamento da dívida com o Governo Federal.
Até 2020, a medida trará um alívio financeiro estimado em R$ 11,3 bilhões, valores que não serão transferidos aos cofres da União. Desse montante, R$ 7,9 bilhões estarão à disposição do próximo governo, seja ele de qual partido for. Portanto, não podemos tornar a discussão sobre o RRF em um debate meramente político-partidário.
Esse, portanto, é um projeto de Estado e não de um governo. De fato, o que está em jogo é o futuro dos gaúchos e a recuperação de nossa capacidade de buscarmos serviços eficientes e de qualidade.

*Deputado Estadual

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