ANO: 25 | Nº: 6312
23/02/2018 Fogo cruzado

Mainardi sugere ações emergenciais e estruturais contra estiagem

Foto: Divulgação

Tema foi discutido na Comissão de Agricultura da Assembleia
Tema foi discutido na Comissão de Agricultura da Assembleia

O tema da seca no Rio Grande do Sul foi o principal assunto na reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, realizada na manhã ontem. Desde novembro de 2017, as regiões Sul e da Campanha sofrem com a falta de chuvas. Segundo levantamentos dos escritórios da Emater, os prejuízos podem chegar a R$ 750 milhões com as quebras das lavouras e diminuição da produtividade. A audiência foi sugerida pelo deputado José Nunes (PT)

No encontro, o deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT), defendeu políticas emergenciais dos governos estadual e federal, mas sugeriu, também, a criação de uma comissão de deputados para formular e propor uma política estrutural e em longo prazo contra a seca no Rio Grande do Sul. "Todos os governos enfrentam esse problema, mas ainda não conseguimos estruturar uma política permanente capaz de enfrentar as estiagens, que são prejudiciais e periódicas em nosso Estado", sustentou.

Para o petista, não é hora de críticas a este ou aquele poder ou instituição, mas de unidade em torno de um problema concreto, que traz prejuízos para todos, já que o setor primário tem um peso muito importante na economia do Rio Grande do Sul. "Os governos estadual e federal precisam tomar medidas emergenciais, como fizemos no passado, que envolvem decreto de emergência coletivo para municípios e anistia de dívidas dos produtores, mas o fundamental é produzirmos um esforço conjunto para enfrentar o problema, que não é de um ou outro governo, mas de todo o povo gaúcho", disse.

Mainardi compara as repetidas estiagens à uma situação de incêndio. "Um incêndio, nós sabemos que pode acontecer e causar graves prejuízos, por isso criamos uma estrutura – os bombeiros – e condutas preventivas e de combate a esses eventos. A seca é igual: sabemos que se repetirá, o que exige, também, uma estrutura pública e um protocolo de ações para enfrentar o problema permanentemente", sugeriu.

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