ANO: 25 | Nº: 6354
24/02/2018 Editorial

Reforço à sustentabilidade

 

A busca por fontes energéticas que não agridam ao meio ambiente vem tomando espaço em quase que a totalidade das negociações políticas e sociais da atualidade, inclusive no âmbito internacional. E não é para menos, o aquecimento global, a mudança drástica no clima e outras intempéries, quase que rotineiramente, dão as caras, e sem, na maioria das vezes, aviso prévio.

Óbvio que uma mudança drásticas nos alicerces econômicos dos países, seja qual for, não pode ser uma determinação com prazo imediato. Apesar da real necessidade de mudanças práticas, tudo deverá ocorrer a seu tempo. Caso contrário, os sistemas hoje existentes não se sustentariam. Exemplo claro disto são as usinas hidrelétricas, principais pilares da geração energética do Brasil, elas deixam de proporcionar o atendimento à demanda a cada estiagem que chega ao solo tupiniquim. E ao que isso acarreta? Compra de energia, a preço elevado. Por quê? Porque a matriz existente não está preparada para que outra fonte sustente a rede inteira. De qualquer modo, articulações no sentido de preparar as bases para uma reformulação são sempre válidas.

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, que vai reunir-se na terça-feira (27), por exemplo, deve avaliar o projeto que torna obrigatória a instalação de equipamentos de geração de energia elétrica de fonte renovável em prédios públicos ou financiados com recursos públicos. A proposta do senador Telmário Mota (PTB-RR), viável ou não, apresenta uma sugestão interessante, acrescida de um discurso no qual é o poder público que deve dar o exemplo na redução dos impactos ambientais causados pela atividade humana.

O projeto considera resultante de fonte renovável a energia elétrica gerada a partir de pequenas centrais hidroelétricas ou por fonte eólica, solar, maremotriz e biomassa. De acordo com o texto, serão obrigados a utilizar energia com essas características as edificações de prédios públicos quando submetidos a reforma, os imóveis alugados pelo poder público, os construídos para abrigar órgãos públicos e os imóveis residenciais novos do programa Minha Casa Minha Vida.

A proposta, assim como outras tantas que seguidamente entram em pauta, não apenas no Senado, mas na Câmara Federal, nas assembleias estaduais e até em câmaras de vereadores, pelo menos, demonstram que quem atua para tornar melhor a qualidade de vida da população está atento a um discurso que já é global. Mas claro, tudo deve ocorrer a seu tempo. A questão social que cada uma dessas mudanças acarretará deverá ser levada em consideração, independente dos motivos em jogo.

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