ANO: 26 | Nº: 6590
27/02/2018 Editorial

Homologação necessária

A estiagem que assola a metade Sul do Estado vem causando estragos sérios. Se em algumas cidades as principais dificuldades têm sido enfrentar o racionamento de água, no interior a situação é ainda mais preocupante. O Jornal MINUANO vem produzindo, ao longo de fevereiro, uma série de reportagens com o objetivo de mostrar a difícil realidade vivida pelas pessoas que aqui habitam, em especial na Campanha gaúcha.

A matéria assinada pela jornalista Melissa Louçan, publicada na edição de ontem, mostrou de forma bem visível como os habitantes de localidades da zona rural literalmente se desdobram para superar os dias seguidos de seca. E tão preocupante quanto isso, são as previsões meteorológicas, que, praticamente, sepultam a esperança da vinda de uma chuva salvadora.

Neste cenário de sertão, como bem intitulou a reportagem de segunda-feira, é mais que urgente a destinação de auxílios significativos por parte das esferas estaduais e federais. Os municípios, já espremidos por orçamentos cada vez mais apertados, dificilmente podem encarar um desafio destes de forma solitária. E isso, em tese, pode acontecer a partir de agora, ao menos para Bagé e Candiota. Com os decretos de situação de emergência homologados pela Defesa Civil do Estado, a expectativa, agora, é pela chegada de reforços, seja de caminhões-pipa, para ampliar a distribuição de água, ou mesmo de créditos para que produtores não tenham que encarar, além da estiagem que está comprometendo a produção primária, dívidas impagáveis decorrentes de uma calamitosa e triste realidade causada pelo clima.

Em períodos como o atual, que curiosamente, por aqui, se repetem pelo menos uma vez a cada década, é necessário esforço coletivo e verdadeiro para que todos possam superar as dificuldades. Viver sem água é impossível, não há um humano sequer capaz desta proeza e, por isso mesmo, há de se cobrar, sim, que os gestores responsáveis por aplicar as verbas oriundas dos impostos pagos por cada cidadão atentem para o que é mais importante. E, hoje, é a água.

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