ANO: 26 | Nº: 9492
28/02/2018 Cidade

Moradores do Residencial São Sebastião estão sem água desde domingo

Foto: Antônio Rocha

Além das dificuldades ocasionadas pelo racionamento de água, implantado há quase um mês, os moradores do Residencial São Sebastião ainda enfrentam dificuldades para manter o estoque de água durante o horário de rodízio do abastecimento. O consumo intenso ocasionou a queima do motor da bomba da caixa principal que abastece os demais reservatórios do residencial.
Desde domingo, as 300 famílias que moram no local têm se revezado para abastecer garrafas pet e bombonas d'água em uma única torneira, que ainda tem água disponível, já que é ligada a uma rede submersa que abastece a Cohab. Na torneira em questão, o casal Maria da Silva Bueno e César Augusto Araújo, junto às filhas, aproveitavam um momento raro de folga no rodízio para estocar água. "O mais difícil é ficar sem água para o banho, principalmente das crianças antes de ir para a aula", diz Maria.
O esposo conta que chega a buscar água até quatro vezes por dia, para garantir abastecimento para as tarefas diárias da casa. "As pessoas ficam até a madrugada aqui, enchendo garrafas", comenta.
A subsíndica do residencial, Janaína Wink, que assumiu a posição de forma interina após o afastamento do síndico anterior, afirma que a situação seria contornada com o uso moderado da água. Ela explica que o complexo conta com cinco caixas d'água menores, que são abastecidas por um reservatório maior, onde a água entra direto da rede. Janaína diz que mesmo com a implantação do racionamento, o consumo de água não diminuiu e esvaziou a caixa. O motor da bomba do reservatório, funcionando no seco, acabou queimando.
Após encaminhar o motor para o conserto, a subsíndica conseguiu, junto ao Departamento de Água, Arroios e Esgotos de Bagé (Daeb), o empréstimo de um novo equipamento, de forma provisória. Para garantir que a caixa não esvaziasse e queimasse o motor novamente, foi implantado um racionamento interno. "A ideia era abrir os registros das 6h às 9h da manhã, para o pessoal tomar banho para ir trabalhar e para aula e depois das 11h às 13h30min, para preparar o almoço e lavar a louça. Mas a maioria não quis seguir os horários. Alguns até esperavam o horário de abastecimento para lavar as calçadas, sabendo que assim não teria força para subir água para os andares superiores. Acabou que o reservatório esvaziou novamente. Agora estamos esperando uma equipe do Daeb para verificar se queimou também esta bomba", conta.
Janaína diz que pretende levar aos moradores, em reunião, as alternativas. "O pessoal vai ter que se adaptar, se não vamos ter que consertar o motor toda hora", afirma.
Enquanto a situação não é resolvida, os caminhões-pipa do Daeb e Exército realizam distribuição de água para as famílias.

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