ANO: 25 | Nº: 6335
02/03/2018 Cidade

Grupo entrega abaixo-assinado incentivando investigação do valor dos combustíveis

Foto: Antônio Rocha

Mobilizador repassou mais de 2,2 mil assinaturas para MP
Mobilizador repassou mais de 2,2 mil assinaturas para MP

Após 20 dias no ar, a petição pública que busca exortar a investigação do Ministério Público (MP) sobre o valor cobrado por combustíveis, em Bagé, encerrou com 2.295 assinaturas. Os organizadores da mobilização realizaram, ontem, a entrega do abaixo-assinado para o MP.
Maykel Dias, organizador do grupo "Juntos somos mais fortes", explica que a petição entrou no ar no dia 8 de fevereiro e encerrou no dia 28, às 23h59min, com o objetivo de mostrar o interesse da comunidade na continuidade do processo que investiga a possível formação de cartel de combustível na cidade.
Além das assinaturas, Dias e Henrique Correia, que também é integrante do grupo, entregaram à promotora Marlise Martino Oliveira toda a documentação resultante das visitas a 24 postos de combustíveis e a entrevista com quatro proprietários e dois gestores de postos. A documentação deve ser anexada a um processo que já estava em andamento por parte do Ministério Público.
Dias aponta que, com os dados, foi possível refutar duas das principais alegações sobre o valor do combustível: "Quebramos dois tabus. O primeiro é a distância, que encareceria a logística do transporte até aqui. Não é verdade porque municípios mais distantes, como Santana do Livramento e Aceguá, cobram valor mais barato por litro. Além disso, não há tributo municipal que aumente o valor repassado aos consumidores", destacou. Entretanto, uma informação crucial não foi obtida junto aos empresários do segmento: o valor de compra do combustível. Com o amparo do MP, o grupo pretende obter a informação nos próximos dias. "Só assim saberemos, com certeza, qual a margem de lucro deles", afirma.
A intenção do organizador é voltar à ativa em um mês. "Vamos acompanhar o processo, ver se há novidades. É bom mostrar que a comunidade está atenta e à espera de respostas", destaca.

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