ANO: 25 | Nº: 6379
03/03/2018 Editorial

Segurança integrada


Quem nunca se sentiu inseguro, seja por um pequeno momento? Pois bem, na atualidade, em especial nos grandes centros, essa é uma situação quase que corriqueira. A violência aumentou e os números estatísticos de elevação de homicídios e roubos, e tantos outros crimes, com suas raras exceções, demonstram que a população se vê enfrentando uma espécie de desafio diário em busca de proteção. Até porque não basta segurança dentro de casa, é fundamental sua existência por onde todos circulam, dia e noite.

Para tentar alterar o atual cenário o governo federal vem anunciando a criação do Sistema Único de Segurança Pública, ou Susp. A meta, com esse mecanismo, é intensificar as ações no setor para atuar no combate à violência. Uma de suas principais medidas, já para este ano, é promover a integração cada vez maior entre todos os órgãos de segurança pública do País, por meio do Susp que, vale mencionar, é uma proposição do presidente do Senado, Eunício Oliveira.

A primeira versão da proposta foi entregue ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, na quinta-feira, e. conforme divulgado, defende, basicamente, o trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guardas Municipais, Agentes Penitenciários, Agentes Socioeducativos e Peritos, através do compartilhamento de informações, do intercâmbio de conhecimento técnico e científico, e de operações integradas. Não que seja uma descoberta da roda, até porque os setores mencionados, como se sabe, já atuam, sempre que possível, de forma integrada.

Com previsão de ser votado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal até o dia 20 de março, o Susp pode sim ter resultados positivos. Mas é preciso análise, paciência e, claro, um pouco de esperança. O principal exemplo de serviço integrado, no Brasil, por mais que atenda uma quantidade significativa da população, até hoje não se tornou unanimidade. Sim, o Sistema Único de Saúde, em especial para os brasileiros de renda mais baixa consiste numa das mais básicas ofertas do governo. E, mesmo assim, a realidade é que muitas vezes centenas, quiçá milhares, de cidadãos precisam enfrentar filas que parecem não ter fim, aguardar meses para terem uma cirurgia realizada.

Se o Susp for a alternativa percebida como ideal para tornar a vida do brasileiro mais segura, que simplesmente funcione. Até porque, assim como no setor de Saúde, trata-se de uma área que não dá para aguardar atendimento. Ou é imediato, ou é ineficaz.

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