ANO: 26 | Nº: 6543
06/03/2018 Editorial

Maldade não se explica

Era mais um dia de verão comum na cidade da fronteira. O sol queimava o lombo e o vento, aquele que se impõe no inverno, estava escondido, como de costume na atual estação. Época de seca tradicional. Tudo parecia andar sem percalços. Mas, então, alguém “inventou” de praticar um ato que não há palavras para explicar. Até porque maldade não se explica, mas é ruim, sem dó e existe, infelizmente.

Este texto não exporá imagens, tampouco detalhará o acontecido, até porque não pretende dar ideia a quem, porventura, queira explorar seu lado mais obscuro. Mas nenhum ser vivo, muito menos um animal indefeso, merece ter sua face esfacelada seja pelo motivo que for. Não, não há motivo também. E nunca haverá. E, então, por que razão alguém teria o infausto objetivo de fazer aquilo?

Perguntas assim são tão corriqueiras que, ao longo do tempo, fazem-nos esquecer das respostas – estas que nunca surgem, talvez porque nem existam. Episódios como este, também, só mostram como a história não mente. Guerras do passado são lamentadas até os dias de hoje, mas, nem por isso, novos e seguidos conflitos deixam de ocorrer. Que digam, hoje, os sírios! E, neste mar de sangue, onde só quem prevalece é a maldade, por mais que muitos clamem por bondade, outros mantêm o rifle na ativa. Sim, esperando para disparar, seja contra quem for. E por quê?

A maldade não se explica mesmo. É difícil até mesmo prospectar uma solução, se é que ela possa aparecer. Quem sabe a esperança por um mundo mais justo seja ao que possamos nos agarrar, no momento, imaginando que tudo melhorará, que a paz reinará? Enfim, espera-se que sim. Chega de maldade!

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