ANO: 25 | Nº: 6383
06/03/2018 Cidade

Pessoas com dificuldades locomotoras participam de evento recreativo

Foto: Antônio Rocha

Menino entra na água com ajuda de monitores e cadeira anfíbia
Menino entra na água com ajuda de monitores e cadeira anfíbia

A tarde de segunda-feira foi repleta de diversão e atividades recreativas para um grupo formado por pessoas com deficiência e dificuldades de locomoção e seus familiares. Uma parceria entre a Associação Bajeense de Pessoas com Deficiência (Abadef) e a Ong Caminhadores promoveu a atividade “Praia Acessível para Todos”, no Círculo Militar.

Na ocasião, os participantes tiveram uma tarde na piscina, onde foram auxiliados por monitores das entidades para entrarem e se moverem na água. A atividade também teve o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, com participação dos integrantes do programa Primeira Infância Melhor (PIM) que ajudaram a monitorar a ação. Além do banho de piscina, os participantes tiveram aulas de zumba, proporcionadas por uma equipe da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

A presidente da Abadef, Cimone Gonzales, explica que o projeto é realizado em diversos municípios do Rio Grande do Sul pela Ong Caminhadores RS, com sede em Porto Alegre. O evento tem o objetivo de proporcionar, às pessoas com deficiência e seus familiares, uma tarde de diversão, integração e recreação. “Como não temos praia em Bagé, adaptamos o evento para uma tarde na piscina do Círculo Militar”, destaca Cimone.

Conforme o presidente da Ong Caminhadores RS, Rotechild Prestes, a organização foi pioneira no banho assistido no Estado, com a utilização de cadeiras anfíbias, as mesmas que foram utilizadas no evento. Ele conta que a ong existe desde 2003, trabalhando em oito programas de acessibilidade. “Hoje nós trouxemos três cadeiras, mas a ong possui 15. A nossa intenção é ajudar as pessoas com alguma deficiência, oferecendo lazer, diversão e inclusão, principalmente”, comenta.

Durante o evento, o jovem Henrique dos Santos Ribeiro, de 12 anos, teve a oportunidade de entrar em uma piscina pela primeira vez. A mãe de Henrique, Cármen Lúcia Ribeiro, 51 anos, conta que ver o rosto do filho enquanto se divertia na água foi algo emocionante. Ela salienta que o município precisa de mais atividades do mesmo cunho, em função de que ações recreativas contribuem para a autoestima de pessoas com as mesmas dificuldades enfrentadas pelo seu filho. Cármen Lúcia também agradece a equipe do CAPS I por tê-la informado sobre a atividade que proporcionou momentos de alegria a ela e ao filho.

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