ANO: 24 | Nº: 6137
07/03/2018 Editorial

Castelo da fronteira

A aparência é moldada por traços que remontam à época medieval, mas sua história é bem mais recente.  Erguido em 1912, em meio à região da Campanha, no atual território de Pedras Altas, o Castelo de Assis Brasil é, muito além que uma estrutura imponente, um marco da trajetória gaúcha.

Cerca de uma década após sua construção, aquele espaço que, na atualidade, busca meios para se manter vivo, foi berço da assinatura do Pacto de Pedras Altas, em 1923, que encerrou o conflito que dividia os partidários do homem que dá nome ao prédio e os que apoiavam Borges de Medeiros.

Passado quase um século, a estrutura aguarda por quem possa revitaliza-la. Algo difícil, economicamente falando. Herdeiros do patrimônio, tombado em 1999, há alguns anos tentam sua venda. Sem sucesso, mesmo junto às esferas públicas, até pelos valores envolvidos, aquele marco, bem como todo seu conteúdo, corre contra o tempo, o vento, e tudo mais que cause sua deterioração.

Pelo menos, agora, há uma expectativa pela preservação de parte desta história. Como informado pelo Jornal MINUANO, na edição do 2 de março, uma união de esforços pretende, mesmo se judicialmente necessário, garantir a conservação de documentos contidos na biblioteca do Castelo. A tarefa, que certamente será desafiadora, demonstra que, havendo interesse, conquistas podem ser obtidas.

Os resultados da atual tratativa devem ser conhecidos apenas após agenda marcada para amanhã, na sede do Ministério Público Estadual, em Porto Alegre. De qualquer modo, a simples disposição dos envolvidos já mostra que o resgate do passado é, e sempre será, uma missão coletiva em prol da preservação da história.

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