ANO: 25 | Nº: 6437
09/03/2018 Cidade

Em um mês, dobra o número de focos do mosquito transmissor da dengue identificados em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Agentes aumentarão levantamento de índices rápidos até semana que vem
Agentes aumentarão levantamento de índices rápidos até semana que vem

A operação pública para combate ao Aedes aegypti, em Bagé, já detectou 25 focos de larvas do transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. Os dados se referem à quantidade de amostras das larvas do mosquito coletadas e identificadas desde o início do ano até a manhã de ontem. O número atualizado representa mais que o dobro do registrado até o começo de fevereiro, quando a iniciativa tinha constatado apenas 12 amostras.

Conforme o coordenador da Vigilância Ambiental, Marcelo Inchauspe Fernandes, o número teve uma queda em relação ao registrado nessa mesma época, no ano passado, mas os resultados ainda são preocupantes. Em 2017, foram identificados 249 focos do Aedes aegypti no município, entretanto, Bagé ainda não teve casos de dengue confirmados em 2018.

O coordenador salienta que a vigilância conta apenas 20 funcionários para fazer o serviço. Dessa forma, a equipe pede o apoio da população para fazer a limpeza de suas residências, verificando se não há possíveis pontos que permitam a proliferação do mosquito, além de denunciar lugares com suspeitas de focos.

Ampliação de serviços

Fernandes afirma que, até próxima sexta-feira, os agentes de endemias da Vigilância Ambiental do município ampliarão o serviço do Levantamento de Índices Rápido (Lira) para todos os bairros do município. A ação, segundo ele, tem o objetivo de levantar dados parciais e verificar quais lugares necessitam de maior atenção da operação.

O coordenador explica que, devido ao pequeno número de funcionários no serviço, o Lira, que envolve visitações em casas, orientações aos moradores e análise de larvas, se concentra nos bairros com maior incidência, como Centro, Getúlio Vargas e São Judas Tadeu. O restante da cidade é atendido por agentes comunitários que realizam o Levantamento de Índices (LI), onde não há análise de larvas do mosquito no local. “Eles nos ajudam a manter o trabalho funcionando, não teríamos como controlar todo o perímetro da cidade sem a ajuda”, destaca.

O coordenador destaca que, durante a ação, os agentes de endemias estarão devidamente uniformizados e portando materiais informativos, com indicações para que residências não atraiam o mosquito. O trabalho dos agentes comunitários que participam do LI continuará acontecendo durante o período de ampliação do Lira.

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