ANO: 25 | Nº: 6335
12/03/2018 Editorial

Hora da torcida

Torcer por um time de futebol, ao menos do Brasil, é uma tradição quase que tão comum quanto o simples e necessário ato de respirar. Parece uma afirmação sem lógica, frente a uma realidade na qual outros inúmeros temas carecem de atenção, mas é algo, por incrível que pareça, verdadeiro.
Então, numa terra onde apoiar onze atletas dentro de um gramado é quase regra - há exceções - é preciso entender que há épocas e épocas. Para quem veste o manto de um elenco de Série A, de nível nacional, trata-se de algo extremamente fácil. O calendário é longo, até demais. Jogos acontecem a cada três dias, ou mesmo em períodos inferiores. Não obstante, mesmo sem competições, o clima de vislumbre por uma possível supercontratação, de um craque endeusado, deixa o coração do torcedor batendo a mil. É uma rotina sem fim.
Aos regionalistas, contudo, o cenário é diferente. As disputas são escassas e, dependendo da situação, a equipe nem chega a competir. Há custos e nem sempre patrocínios que viabilizem viagens, mesmo que curtas, contratações, até as mais baratas. O excesso de times e o direcionamento - digamos injusto - de verbas não tornam as coisas fáceis. Mas há, ainda, a paixão. E ela move os brios de diretores, jogadores e torcedores. É o sentimento que faz tudo que é complicado e difícil ser aceito, encarado de frente e, muitas vezes, sem queixa alguma. Tudo pelo prazer de se fazer o que é aspiração natural do ser.
A estes, em especial aos que habitam esta Rainha da Fronteira, é chegada a hora de, mais uma vez, ir até as arquibancadas, acompanhar o clube do coração por jornadas em rodovias, comemorar e se sentir aflito. Se um estreou e já encara o calendário, o outro em breve terá a mesma missão. E aos que tanto esperaram, alguns ansiosos, chegou a hora da torcida!

Deixe seu comentário abaixo

Em tempo real

Outras edições

Carregando...