ANO: 25 | Nº: 6312
17/03/2018 Cidade

União reconhece situação de emergência de Aceguá

Foto: Arquivo JM

A situação de emergência do município de Aceguá foi homologada pelo Estado e reconhecida pelo governo federal. As decisões foram publicadas na sexta-feira, nos Diários Oficiais do Estado e da União.

Com a definição, Aceguá se junta aos demais municípios em situação de emergência na região, que contam com uma série de benefícios relativos à ajuda humanitária, além de poder ser contemplado com o repasse de recursos e auxílio em obras de restabelecimentos por meio de planos de trabalho, entre outros.

O prefeito do município, Gerhard Martens, conta que está se preparando para participar da agenda regional em Brasília, nos dias 21 e 22 de março. “Os recursos do Estado e do Governo Federal serão fundamentais para que consigamos reverter a situação de Aceguá”, declara.

Na visita ao Distrito Federal, os municípios das regiões mais afetadas pela estiagem que assola o Rio Grande do Sul, se reunirão com autoridades e entregarão, via ofício, um conjunto de pautas definidas como prioridade para a região. A agenda conta com reuniões no dia 21, no ministério da Integração Nacional, e, no dia 22, com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. 

O prefeito conta que também irá pedir ao Governo Federal, recursos para instalação de novas redes hidráulicas no município, além de propor um auxílio para a implantação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) em um local próximo a barragem do assentamento de Santa Vitória.

Ele também tem a intenção de, ainda nesta semana, procurar auxílio do Estado, onde buscará a distribuição de cestas básicas para as famílias cadastradas no NIS e CadÚnico e a criação de dois novos poços artesianos em pontos estratégicos.


Perdas

De acordo com o coordenador da Defesa Civil em Aceguá, Jonathan Quadrado Requeiro, no laudo feito pela Emater, em fevereiro, as perdas do município chegavam a R$ 22 milhões.

O cultivo de soja foi o setor mais afetado pela falta das chuvas na área rural, com um déficit de 30% e perda 800 hectares da produção. O gado leiteiro também teve queda significativa, diminuindo cerca 20% em relação a mesma época no ano passado.

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