ANO: 26 | Nº: 6527
23/03/2018 Universo Pet

Atenção à prevenção de doenças

Foto: Divulgação

O calendário de vacinação para os tutores de cães e gatos

A vacinação é um dos cuidados mais importantes que os tutores – tanto de gatos quanto de cachorros - devem ter. Ao longo da vida, os pets devem receber de três a quatro doses de imunizações, somente antes dos reforços. A veterinária Natascha Davids Moreira Abascal, da pet Tipo Bicho, explica que, inicialmente, os animais devem visitar um profissional.
Isto, porque é preciso analisar se os animais estão em boas condições de saúde, sem diarreias, vômitos ou qualquer outra doença que possa diminuir a imunidade dos amigos de quatro patas, já que nestes casos a vacina não deve ter efeito.

Cães
No caso dos filhotes de cães, a primeira dose da vacina polivalente deve ser aplicada quando o animal tem de seis a oito semanas. A segunda dose deve ser feita de 10 a 12 semanas e a terceira, de 14 a 16 semanas de vida.
Esta vacina previne o animal contra cinomose, parvovirose, hepatite, traqueobronquite, coronavirose, parainfluenza e leptospirose. Além da polivalente, a primeira dose da vacina contra raiva deve ser dada com 120 dias. Nos dois casos, deve ser aplicado um reforço ao pet todos os anos.
Mesmo quando um animal adulto sem histórico de vacinação é adotado, deve também receber as imunizações. Depois das 12 semanas, é oferecida a primeira dose da polivalente. A segunda deve ser aplicada de 21 a 30 dias após a primeira dose.
Nesse caso, a primeira dose da vacina contra a raiva deve ser dada após as 12 semanas. Os reforços também precisam ser aplicados a cada ano.

Gatos
Para os felinos, a primeira dose da vacina múltipla precisa ser administrada aos 60 dias de vida. A segunda dose deve ser aos 90 dias. A prevenção contra raiva deve ser oferecida, pela primeira vez, com 120 dias, com os reforços anuais.
Nos gatos, os vermífugos devem ser oferecidos com 30, 45, 60 e 120 dias. Aos filhotes, pode ser aplicada a vacina durante a amamentação e após o desmame. Nos jovens, a cada três meses e nos adultos a cada três ou seis meses. Nas fêmeas em reprodução, antes do acasalamento e antes do parto.
A múltipla evita as doenças rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, leucemia felina e clamidiose. A veterinária alerta que algumas das doenças têm tratamento, mas podem deixar sequelas. Além disso, a maioria dos pets acabam morrendo, dependendo do estágio da patologia. “O melhor é prevenir e não deixar o pet desprotegido”, alerta. Já a leucemia felina e a Aids felina, por exemplo, são doenças sem cura.
Natália também aconselha que os tutores levem os animais sempre ao mesmo veterinário, por conhecer o pet. Mesmo assim, caso o pet seja encaminhado a outro profissional, é importante levar a carteirinha indicando as vacinas já tomadas pelo cachorro ou gato.
Há também outras possibilidades de vacinas, como, por exemplo, as imunizações contra gripe e giárida – uma doença causada por um parasita, que se fixa à parede intestinal. Ela lembra que hoje há uma grande preocupação com a leishmaniose. Há casos da doença em Uruguaiana e Porto Alegre, por exemplo. Quem pretende viajar com o seu animal de estimação, deve estar atento a estas vacinas. A profissional ressalta que os tutores devem sempre consultar um veterinário para a aplicação das doses.

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