ANO: 25 | Nº: 6209
23/03/2018 Editorial

Resultado da insensatez

Bom senso é algo que deveria ser uma aspiração coletiva. Nada mais elogiável entender que, para quase todas as questões que surgem, há pensamentos divergentes e que, em boa parte das ocasiões, será o equilíbrio que definirá uma posição derradeira.

No geral, esse jogo de análises culmina, quase que naturalmente, com uma definição racional sobre o que é certo ou errado. Mas há pontos na conduta de determinados cidadãos que são, e continuarão sendo, inexplicáveis.

Um caso quase que recorrente, em Bagé, é o funcionamento dos banheiros públicos. Não que sejam muitos, tampouco suficientes, mas o fato é que existem. E por uma logística necessária a qualquer cidadão que visita a área central e por questões fisiológicas demandará por tal equipamento. A problemática, nesse caso, não é a necessidade, mas o vandalismo. Há anos, de forma quase que sistemática, esses espaços públicos que deveriam atender a qualquer habitante, sofrem com ações que pessoas que, por algum motivo injustificável, decidem danifica-los, destruí-los. Não é algo que possa avaliar como certo ou errado, simplesmente é insensato.

Reformas executadas, por várias gestões, duraram, como se diz no ditado popular-local “menos que o carnaval de Torrinhas”. É uma verdade lamentável. No atual cenário, para se ter uma ideia, o Executivo decidiu que, a partir de agora, irá soldar grades reforçadas e manter o banheiro da Praça de Esportes fechado durante a noite e aos finais de semana. Trata-se, sem dúvida, de uma medida drástica.

A definição aponta, como justificativa, exatamente o ataque quase que diário realizado contra tais repartições. E não apenas a destruição dos espaços, mas até o furto, veja só, de pias que deveriam servir para o uso de todos. A argumentação é que a fixação, e posterior manutenção, dos chamados banheiros químicos, é mais viável para o momento. Talvez seja mesmo, enquanto a insensatez de alguns imperar.

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