ANO: 24 | Nº: 6110

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
24/03/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Família, amor e caridade

Há algumas semanas, ao escrever sobre a família, demos ênfase na importância da educação dentro do lar. E isso com vistas ao exemplo, ciente de que aprendemos, o positivo e o negativo, com base no que vivenciamos.
Assim, para que possamos vivenciar o lar como um santuário dos pais, escola dos filhos e uma oficina de experiências, tal qual relata o espírito Benedita Fernandes, é imperioso que busquemos a educação da afetividade.
Já nos foi dito pelo Mestre dos Mestres:
- Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, 6:31)
- E assim, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. (Mateus, 7:12)
Lições de humildade, respeito e afetividade nas relações que podem ser transportadas para quaisquer instâncias, mas que tem por obrigação sua aplicação no reduto doméstico. Ao passo que se queremos ser servidos pelos esposos, esposas, filhos e filhas, pais e mães, necessário se faz ser o primeiro servidor.
Dessa forma, o amor e a caridade tornam-se fundamentais no processo de educação da afetividade.
- Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros. (João, 13-34)
Nesse sentido, vale citar “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 11, item 4:
“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo”.
E o próximo mais próximo está ao nosso lado, ombreando juntos as lides terrenas.
Indiscutivelmente, a lei do progresso está diretamente ligada a lei do trabalho. E o primeiro trabalho que recebemos de Deus ao reencarnarmos é reconhecermos os nossos pais e familiares que coabitam conosco, sermos gratos.
Tal reconhecimento deriva do amor que iremos aprender a nutrir na oficina divina do lar.
Muito bem assenta Léon Denis na obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor” quando afirma:
“O amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor da pátria, da raça, da Humanidade, são refrações, raios refratados do amor divino, que abrange, penetra todos os seres e, difundindo-se neles, faz rebentar e desabrochar mil formas variadas, mil esplêndidas florescências e amor”.
Eduquemo-nos pelo amor, pela caridade, pela gratidão, para que possamos vivenciar as lições de Jesus junto ao próximo que se encontra conosco, no lar.
“Cada alma é um sistema de força e um gerador de amor, cujo poder de ação aumenta com a elevação”. – Léon Denis
(Referências: Espiritualidade nas Relações, para viver e conviver em paz. Educando a afetividade no Relacionamento Familiar. Miriam Masotti Dusi)

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