ANO: 24 | Nº: 6085
27/03/2018 Fogo cruzado

Diretor do Daeb apresenta balanço de gestão aos vereadores

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Volmir detalhou projetos e respondeu questionamentos dos parlamentares
Volmir detalhou projetos e respondeu questionamentos dos parlamentares

Durante sessão especial, articulada pelo líder do governo na Câmara de Vereadores, Graciano Aristimunha, do DEM, o diretor do Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb), Volmir Silveira, detalhou, ontem, investimentos levados a cabo pela gestão iniciada em 2017, destacando estratégias adotadas para gerenciar os recursos hídricos durante a estiagem. Após elencar os esforços para retomar a obra da barragem da Arvorezinha, Silveira respondeu questionamentos dos parlamentares, quando abordou aspectos sobre a qualidade da água e dúvidas sobre legislações aprovadas pela Casa.
O diretor destacou aspectos relacionados à infraestrutura, observando que foi preciso substituir o sistema utilizado pelo Daeb, em função da mudança do modelo de cobrança de água (de taxa para tarifa). Ele reforçou que faltavam servidores para determinadas funções, a exemplo de leituristas, e que o atendimento aos contribuintes era realizado por estagiários. A terceirização foi a solução encontrada para as duas situações. O volume de recursos despendidos com as terceirizações, entretanto, não foi detalhado.


Barragem
A autarquia trabalha com prazos definidos para a obra da barragem da Arvorezinha. “A intenção é concluir até o final de 2019”, disse Silveira, após detalhar as etapas do projeto. Em fase de revisão, o empreendimento dependerá da aprovação, junto ao Ministério da Integração, dos projetos revisados, antes da contratação da empresa executora. A previsão é de que o edital seja publicado em junho deste ano.


Investimentos
O Daeb assumiu funções ligadas à manutenção dos arroios, que competiam, anteriormente, à pasta ligada à infraestrutrura. Para cumprir as novas atribuições, de acordo com Silveira, foi preciso investir. O departamento comprou duas retroescavadeiras e um caminhão.
O diretor também destacou que parte da frota foi leiloada. A venda permitiu a aquisição de novos modelos. “Isso nos permite economizar com a manutenção em oficinas”, garante. Silveira mencionou, ainda, a licitação para aquisição de um novo reservatório, estimado em R$ 3,2 milhões. “Além de ampliar a atual capacidade do sistema, a estrutura vai permitir a limpeza do reservatório que está em operação”, observa.
O Daeb, ainda segundo o diretor, tinha pouco mais de R$ 18 milhões em caixa, no início da gestão. A autarquia tem, agora, cerca de R$ 8,5 milhões. Pelo menos R$ 6,6 milhões, conforme projeção de Silveira, representam novos investimentos. A relação de aquisições inclui, ainda, 40 quilômetros de bueiros. Pelo menos cinco quilômetros foram instalados em 2017.


Diárias
Durante sua manifestação, o líder do PT, Lélio Lopes (Lelinho), solicitou informações sobre o gasto de R$ 32 mil em diárias, formalizado em 2017, pelo diretor do Daeb. Silveira justificou os valores, argumentando que todas as viagens realizadas no ano passado passam por fiscalização do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS). “Se pudesse, não viajava nenhum dia”, pontuou, ao salientar que as agendas foram cumpridas em Porto Alegre e em Brasília, para tratar, em geral, a retomada da barragem da Arvorezinha.
Lelinho havia requerido a presença de Silveira, em 2017. O assunto voltou à pauta, ontem, quando o diretor do Daeb rebateu o vereador. “Não tenho obrigação de prestar contas ao senhor, porque já presto ao Tribunal de Contas. Qualquer pedido precisa ser aprovado pelo plenário. Então, não foi o Daeb que negou a minha vinda”, disse. Silveira falou, ainda, sobre a redução nas receitas do departamento, associada a diferentes fatores, inclusive à mudança do sistema de cobrança.
Provocado por Lelinho, o diretor também falou que não existe ‘estratégia de gestão para privatização do Daeb’. “Seria muita burrice alguém administrar para quebrar. Estaria dando um atestado de incompetência. Não existe intenção de quebrar a autarquia para privatizar. Não precisa quebrar para provar que precisa privatizar”, exemplificou, ao salientar que a solução encontrada para gerenciar novas demandas tem sido a terceirização.


Racionamento
Questionado pelo líder do PSC, vereador Jéferson Dutra, Silveira reforçou que não existe definição sobre o término do racionamento. “É uma decisão que depende de diferentes fatores. Muitas variáveis são determinantes. Dependemos, essencialmente, da chuva. Monitoramos a situação diariamente. Quando tivermos segurança de que não vai faltar água, encerraremos o racionamento”, ponderou, após reforçar a importância da obra de transposição entre as barragens. “Nos permite administrar o nível da Sanga Rasa”, definiu.

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