ANO: 25 | Nº: 6403
29/03/2018 Segurança

Combate ao furto de energia resulta em prisões em Bagé

Foto: Antônio Rocha

Última autuação ocorreu no bairro Castro Alves
Última autuação ocorreu no bairro Castro Alves

A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) e a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra as Concessionárias Públicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagraram, ontem, a Operação “Light”, de combate aos furtos de energia elétrica. Em Bagé, as 16 equipes da CEEE-D e 15 equipes da Polícia Civil de Porto Alegre iriam realizar fiscalizações em 110 locais. No entanto, foram averiguados mais de 40 imóveis, constatadas 20 irregularidades e efetuadas quatro prisões por furto qualificado de energia. Conforme o titular da delegacia de repressão, Luciano Dias Peringer, as fiscalizações foram em estabelecimentos comerciais. “Tivemos apoio da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, onde realizamos as prisões em flagrante, e também da 9ª Delegacia Regional de Polícia Civil”, ressalta.
O gerente regional da CEEE-D em Bagé, Ruimar Marques, destaca que esta é uma operação inédita na Rainha da Fronteira. “O objetivo é o combate às perdas, pois somente em 2017 tivemos R$ 200 milhões perdidos. Este valor poderia abastecer por 60 dias Porto Alegre”, exemplifica.

A ação, de acordo com Marques, visa conscientizar sobre o fato de que os populares ‘gatos’ de energia prejudicam a todos. “Com este crime pode ocorrer prisão, possibilidade de perder o bem ou até se ferir com ligações erradas. Também há concorrência desleal, com redução de preços em produtos, em casos comerciais, pelo não pagamento da energia, e possibilidade de um curto-circuito, devido à sobrecarga”, acrescenta o gerente.


Campanha

Para combater o problema, a CEEE-D investiu em propaganda, tecnologia e aumento das fiscalizações. O marketing “Fez gato, pagou o pato” demonstrava que o furto de energia é um crime inafiançável e pode dar até oito anos de prisão para o acusado.
Desde o início da campanha, foram fiscalizadas 21,7 mil unidades consumidoras, das quais 7,5 mil apresentaram irregularidades nos medidores decorrentes de avaria no equipamento por depreciação natural ou por ação humana (caracterizando, nesse caso, o “gato”).
Clientes que descobrirem ter algum tipo de irregularidade no medidor podem buscar regularização. O problema do equipamento é corrigido e o débito anterior pode ser negociado com a empresa. 

Mais imagens

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...