ANO: 26 | Nº: 6555
29/03/2018 Fogo cruzado

Deputados aprovam reajuste de 1,81% para piso regional

Foto: Guerreiro | Agência ALRS

Proposta aprovada na terça-feira depende de sanção do governador
Proposta aprovada na terça-feira depende de sanção do governador

A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o projeto de lei, do Poder Executivo, que reajusta em 1,81%, a partir de 1º de fevereiro de 2018, o piso regional. Com a aprovação, os valores do piso irão variar de R$ 1.196,47, para a faixa 1, até R$ 1.516,26, para a faixa 5. Já o piso para servidores públicos da Administração Direta, das autarquias e das fundações de Direito Público passa a ser de R$ 1.301,22.
Duas emendas foram apresentadas ao projeto aumentando o índice de reajuste. A primeira, do deputado Luiz Fernando Mainardi, do PT, propondo reajuste de 4,17%, e a segunda do deputado Ciro Simoni, do PDT, subscrita por mais seis parlamentares, propondo índice de 2,95%. Elas não chegaram a ser votadas porque o líder do governo, deputado Gabriel Souza, do PMDB, apresentou requerimento de preferência, aprovado por 24 votos a 20, para votação apenas do texto do projeto.
Mainardi ocupou a tribuna para fazer um apelo aos colegas para que fosse aprovada sua emenda. Ele defendeu que para chegar ao número proposto levou em consideração a relação com o mínimo nacional e com a inflação do período, atendendo o pedido das centrais sindicais. "Apoiar o reajuste abaixo da inflação é dizer que o salário mínimo prejudica o desenvolvimento da economia", alertou, citando, ainda, que, se aprovada a proposta original do governo, seria a primeira vez, desde que o piso regional foi instituído, que o reajuste ficaria abaixo da inflação.
O deputado Pedro Ruas, do PSOL, defendeu um reajuste que pudesse recompor o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras. O parlamentar explicou que os grandes empresários e setores médios do empresariado são contra qualquer aumento para os trabalhadores porque isso mexe nos seus lucros. Segundo Ruas, eles encontram no governo do Estado um aliado, que não gosta de trabalhadores nem do setor público, nem do setor privado.

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