ANO: 25 | Nº: 6234
04/04/2018 Cidade

Referência no país em cuidados paliativos, médica Ana Cláudia Quintana Arantes abre aula inaugural da Saúde

Foto: Antônio Rocha

A aula inaugural dos cursos do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), que aconteceu na noite de ontem, no complexo cultural do Museu Dom Diogo de Souza, contou com a contribuição de uma pioneira dos cuidados paliativos no País, Ana Cláudia Quintana Arantes. Além de ministrar um workshop, a médica também foi responsável pela grande atividade da programação, a palestra sobre cuidados paliativos para profissionais da área da Saúde.
Formada pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Geriatria e Gerontologia, pós-graduação em Psicologia – Intervenções em Luto pelo Instituto 4 Estações de Psicologia e especialização em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, Ana Cláudia, em rápida entrevista ao Jornal MINUANO, antes do workshop, destacou que trabalha com cuidados paliativos desde 1996. Para ela, além de lançar luz sobre a questão dos cuidados com as pessoas que estão morrendo, também é necessário abordar a questão da sensibilização da forma de tratamento dos pacientes, assim como os cuidados com as pessoas próximas, que estão em situação de sofrimento.
Para garantir a sensibilização, a melhor forma é conversando sobre a morte. “Todo mundo morre e ninguém quer falar sobre. Mas conversar sobre a morte é uma forma de encarar a questão de forma mais lúcida”, destaca.
Ana Cláudia acredita que o tema está se tornando mais recorrente no País, que vive um momento de aprendizagem a respeito dos cuidados paliativos. Ela ressalta que é importante que os profissionais, não apenas médicos, mas qualquer trabalhador da área da Saúde, seja responsável pelo tratamento a ser aplicado, mas também pelas palavras proferidas durante o tratamento. “Nos aproximamos das pessoas em um momento em que elas não queriam estar. “É importante ter a técnica da profissão, mas ela se torna irrelevante quando se trata da vida de um ser humano. É importante pensar no fim da vida sobre uma perspectiva real e de um jeito mais aberto, mas respeitando o cuidado e conforto necessário”, diz.
A programação da noite foi organizada pela professora Ana Paula Simões Menezes, do curso de Farmácia, e pela médica Alice da Cruz Fernandes, que atua no corpo clínico do Hospital Universitário Doutor Mário Araújo, mantido pela FAT/Urcamp.
Na abertura do evento, a pró-reitora de Inovação, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp, Elisabeth Drumm, que na ocasião representou a reitora Lia Quintana, destacou a relevância da atividade, não apenas pela importância e o peso que a médica convidada tem no meio médico do país, mas, também, pela aproximação entre as atividades do hospital e da universidade, considerada por ela como um marco.

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