ANO: 25 | Nº: 6335
06/04/2018 Cidade

Primeiro dia de BioUrcamp traz interdisciplinaridade em oficinas

Foto: Divulgação

Participantes de atividade aprenderam receitas com plantas alimentícias
Participantes de atividade aprenderam receitas com plantas alimentícias

A oitava edição do BioUrcamp, da Universidade da Região da Campanha, traz uma grande interdisciplinaridade, aliando diversos cursos acadêmicos da instituição. Um dos exemplos foi a oficina Planc, desenvolvida na manhã de ontem, no laboratório de Nutrição. Essa foi a primeira atividade do evento, que se estende até amanhã.

Duas áreas de conhecimentos alheias, como a Biologia, do Centro da Educação, e a Gastronomia, do Centro da Saúde, formaram uma dupla de sucesso na cozinha, convocando profissionais de diversas áreas para aprender sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou as chamadas Panc.

As responsáveis por conduzirem a atividade foram as acadêmicas Ana Cláudia Couto (Biologia) e Carla Cloque (Gastronomia). A aula reuniu professores e acadêmicos de Biologia, Arquitetura, Pedagogia, Direito, Engenharia e Agronomia, além de estudantes de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Carla explica que, durante a oficina, foram ensinadas três receitas utilizando plantas típicas da região: geleia de butiá, peixinho da horta - à dore - e pesto de mastruz. “Vivemos em um País onde existem pessoas passando fome e com uma diversidade enorme de plantas que podem ser usadas para alimentação, inclusive utilizadas na alta gastronomia. A ideia da oficina foi mostrar o potencial alimentício dessas plantas, que muitas vezes nem conhecemos”, destaca Carla.

Equoterapia

Outra combinação de áreas do conhecimento aconteceu durante a tarde, no Teatrinho da Urcamp. A fisioterapeuta Marta Rover Duarte, formada na Urcamp, retornou à instituição de ensino para ministrar oficina sobre equoterapia, área em que atua há mais de duas décadas.

Na palestra que antecedeu a oficina “O remédio vem a cavalo”, Marta apresentou o método criado por ela, Equo Xamã, que surgiu à época das gravações do longa-metragem O Tempo e o Vento, em 2012, para garantir a montaria mais segura e rápida para os atores.

De lá para cá, tem sido utilizado por ela como terapia para crianças em situação de vulnerabilidade social, como os assistidos da Casa do Guri. A prática, que envolve não apenas a Fisioterapia, mas também Psicologia e algumas áreas da Educação, tem reflexos relevantes na coordenação motora dos atendidos, elevação da autoestima e aquisição de uma maior independência. “Hoje mostrei um pouco do que é a equoterapia, a quem se destina, como se aplica e quais os benefícios que proporciona. Acho importante falar mais sobre a técnica e as coisas boas que ela traz”, destaca ela, que além de fisioterapeuta, é psicopedagoga e instrutora de equitação para equoterapia.

Uma das coordenadoras do evento, a professora Ana Leão, destaca que, apesar da variedade de temas, todos trazem um ponto em comum: a preocupação e valorização do Bioma Pampa. “Unimos várias áreas de conhecimento e pontos de intersecção entre elas, sempre lançando esse olhar não apenas para o nosso bioma, mas também para o Rio Grande do Sul, como um todo”, aponta.

Programação de hoje

- 10h: Técnicas de amostragem de fauna no âmbito de Licenciamento Ambiental: da teoria à prática – Campus Rural;

- 10h: Orchidaceae – ferramenta pedagógica para o ensino da botânica – Câmpus Rural

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