ANO: 25 | Nº: 6384
06/04/2018 Editorial

Reforço estratégico

Os últimos dias sinalizaram o atual foco do governo do Rio Grande do Sul. Investir num setor reconhecidamente carente de infraestrutura, mas responsável por um dos pilares de campanha praticamente qualquer candidato a um cargo eletivo na atualidade, assim como cobrado por grande parte da população: a segurança pública.

Faz tempo que a estatística, ao menos em território gaúcho, demonstra a necessidade de mais investimentos. Há escassez de viaturas para garantir o chamado policiamento ostensivo, ao mesmo tempo em que falta agentes suficientes para acompanhar a elevação dos casos ilícitos. Perante essas duas simples constatações, a resposta exigida é imediatismo.

No momento atual, por outro lado, o Estado vem, digamos, tentando apresentar respaldo às demandas que surgem. Até ano passado, o foco, por assim dizer, foi a abertura de concursos para recuperar o efetivo e uma que outra medida paliativa. Senão em toda sua necessidade, ao menos para repor as recentes saídas de agentes que chegaram ao fim do seu ciclo de atividades. Contudo, tratando-se de um procedimento que leva tempo, até pelos requisitos existentes para oferecer o aval às contratações, outros mecanismos precisaram ser expostos.

Nesta semana, por exemplo, a aquisição de novos veículos para a Brigada Militar, dos quais, até onde se sabe, quatro foram destinados para a região da Campanha, e o anúncio de novos equipamentos para a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) assinalaram o objetivo do governo. Reforçar o setor de forma estratégica. Para complementar este cenário, vive-se, agora, a expectativa de mais um processo seletivo, desta vez destinado à contratação de delegados, função fundamental para o planejamento e a boa execução de qualquer operação policial.

Pode ser que, com as atuais medidas, as forças policiais recuperem o fôlego para enfrentar a recorrente e crescente criminalidade. Os resultados, porém, é que demonstrarão se as atuais definições foram suficientes ou não. Não se deve esquecer, contudo, a flagrante demanda do setor prisional. Nesse ponto, ainda buscam-se respostas mais efetivas.

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